MANAUS (AM) – Comemorado anualmente em 19 de agosto, o Dia Mundial da Fotografia homenageia a forma de revelar e documentar diferentes percepções da sociedade e das diversas realidades existentes no mundo por meio de retratos.
Para o fotógrafo João Dejacy, da REDE RIOS DE COMUNICAÇÃO, a fotografia sempre foi mais do que um ofício, “é uma forma de enxergar o outro e eternizar sua existência”. Inspirado pelas histórias e vivências das pessoas, Dejacy vê na fotografia um instrumento de conexão e reconhecimento das singularidades humanas.
“Desde o começo da minha jornada na fotografia, o que sempre me inspirou foram as pessoas, suas histórias, seu cotidiano, suas lutas. Olhar para além de mim, entender as pequenas particularidades que nos tornam únicos, e trazer isso para um retrato que é eternizado em menos de um segundo.”
João Dejacy, fotógrafo
João Dejacy, fotógrafo da Rede Rios de Comunicação, e seu registro em visita ao Parque das Tribos, no Tarumã, em Manaus – (Fotos: João Dejacy/ Rios de Notícias)
Sua decisão de seguir carreira na fotografia surgiu após um momento de forte impacto emocional ao conhecer o trabalho do fotógrafo Raphael Alves durante a pandemia de Covid-19, quando quis abandonar sua antiga profissão para se dedicar inteiramente à nova paixão.
“Minha maior inspiração, sem dúvida, é o Raphael Alves. Larguei minha antiga profissão e me dediquei 100% à fotografia depois de ver seu trabalho na pandemia. Aquilo me causou um misto de admiração e tristeza. É um trabalho que até hoje me emociona. E nossa região é rica em talentos, como Bruno Kelly, Michael Dantas e Orlando Júnior, que retratam a Amazônia com diferentes olhares, enquadramentos e sensibilidades”, destacou.
Fotografias que evidenciam o contraste no Amazonas – (Fotos: João Dejacy/ Rios de Notícias)
Reflexão e reconhecimento
Mais do que uma celebração, o Dia Mundial da Fotografia é, para João Dejacy, uma oportunidade de refletir sobre os desafios da profissão, especialmente no campo do fotojornalismo, área em que atua.
Apesar dos avanços no setor, o fotógrafo alerta para a persistência do machismo no meio, que ainda impede maior visibilidade e reconhecimento de mulheres fotógrafas, especialmente em espaços historicamente dominados por homens.
“Essa data não é apenas um momento de reconhecimento, mas de reflexão. No fotojornalismo e na fotografia documental, ainda temos muito o que evoluir. A presença feminina ainda é pequena e, muitas vezes, pouco valorizada. Precisamos trazer à luz o respeito por essas profissionais e reforçar a ética do nosso trabalho: respeitar quem fotografamos, usar a imagem para dar visibilidade às necessidades das pessoas, e não apenas explorá-las”, afirmou.