Vívian Oliveira – Rios Notícias
MANAUS (AM) – O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) divulgou uma nota oficial neste sábado, 9/12, destacando os resultados obtidos no combate ao garimpo ilegal e assistência médica na Terra Indígena Yanomami (TIY) desde o início da força-tarefa do Governo Federal, iniciada em janeiro deste ano.
Segundo o informe, com o apoio da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), foram apreendidos R$ 55 milhões em garimpos ilegais, com a detenção de 164 garimpeiros, com encaminhamentos para os órgãos competentes. Além disso, mais de 340 acampamentos foram destruídos, levando a uma redução de 77% na área desmatada para a abertura de garimpos.
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Ainda, a nota informa que o sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registrou que a área sob alerta de desmatamento na Amazônia apresentou queda de 50% entre janeiro e novembro em comparação ao mesmo período de 2022.
Além disso, a Força Nacional de Segurança Pública intensificou as atividades de vigilância na Terra Yanomami desde maio de 2023 para garantir a assistência aos indígenas e promover ações de segurança pública na região. Ademais, a nota enfatiza que o controle do espaço aéreo sobre o território Yanomami permanece sob responsabilidade exclusiva do Comando da Aeronáutica.
Saúde Indígena
Na esfera da saúde, o MPI informou que foram implementadas ações emergenciais, como a montagem de um hospital de campanha em Boa Vista (RR), desativado em maio após normalização dos serviços de saúde local.
Naquele hospital, as Forças Armadas prestaram cerca de 2 mil atendimentos e realizaram mais de 200 evacuações aeromédicas. Ações específicas foram tomadas para enfrentar a malária, incluindo o envio de agentes de controle de endemia com medicamentos e testes rápidos. Nesse contexto, 30 Polos Base e 35 Unidades Básicas de Saúde foram reabertos para atender a população indígena.
Atualmente, segundo o Ministério, a Casa de Saúde Indígena (Casai) conta com 332 pacientes em tratamento, 398 acompanhantes, 137 crianças menores de 13 anos em tratamento e 112 acompanhantes para essas crianças. No Polo de Surucucu, há 71 pacientes em acompanhamento.






