Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A postagem do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), nesta quarta-feira, 22/1, sobre o início da distribuição da merenda escolar gerou uma série de críticas nas redes sociais. A ação, que ocorreu no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Maria Amélia Marinho, no bairro Colônia Antônio Aleixo, deu destaque para inclusão da pitaya no cardápio escolar.
Diversos internautas apontaram uma oposição entre o que foi mostrado e a realidade das escolas municipais. “Só mostra a escola que ele vai! Pq a do meu filho ele nunca nem viu”, criticou um seguidor. Outros questionaram a presença da fruta nas merendas, como um internauta que escreveu: “As aulas começam só dia 5, até chegar lá a pitaya já está estragada”.
A menção à pitaya também remete a uma declaração do prefeito durante as eleições municipais de 2024. Em um debate da TV A Crítica, David Almeida, como candidato à reeleição, defendeu a qualidade da merenda escolar, afirmando que as crianças da creche Santa Etelvina estavam consumindo milkshake de pitaya.
“A Tamires lá do Santa Etelvina vai te responder na rede social, ela deve estar assistindo, pra ver o que a filha dela come na creche. Ela está tomando lá milkshake de pitaya. Responde pra ele aí, Tamires”, declarou Almeida, provocando críticas de que a fruta seria mais uma estratégia publicitária do que uma realidade nas escolas.
Entre as reações mais comuns, muitos pais afirmaram não há pitaya nas merendas. “Só se for na tua casa, que nas escolas da minha filha nunca nem vi”, escreveu um usuário. Outros relataram a falta de alimentos adequados, como o caso de um pai que comentou: “Meu filho no ano passado só comia mingau de arroz aqui no Nova Cidade, escola Zilda”. Um internauta ainda afirmou: “Tá faltando aqui na escola Tarsila do Amaral pq nunca teve”.
Segundo a Prefeitura de Manaus, a gestão realiza o abastecimento de 490 escolas e creches com cerca de 250 toneladas de alimentos, por semana. Todos os meses, são distribuídos cerca de 1000 toneladas visando garantir a segurança alimentar de mais de 250 mil alunos.






