Redação Rios
BRASIL – As manifestações convocadas por lideranças bolsonaristas neste domingo, 1º/3, reuniram apoiadores em ao menos 20 cidades do país e transformaram a Avenida Paulista, em São Paulo, no principal palco de críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ato na capital paulista contou com a presença do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), além de outras lideranças políticas e religiosas ligadas ao campo conservador.
A mobilização teve como mote “Fora Lula, Moraes e Toffoli” e reforçou pautas como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas a decisões do STF.
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Por volta das 15h, dois quarteirões da Avenida Paulista, nas imediações do Masp, estavam ocupados por manifestantes. Cartazes com frases como “Fora Moraes” e “Bolsonaro livre” se misturavam a bandeiras do Brasil e bonecos infláveis do presidente Lula e de ministros da Corte.
Último a discursar, Flávio Bolsonaro adotou tom moderado. Defendeu o impeachment de ministros do STF, mas evitou ataques nominais diretos. Segundo ele, a oposição pretende ampliar a representação no Senado em 2026 para viabilizar eventuais pedidos de impedimento contra magistrados.
Nikolas Ferreira, por sua vez, adotou discurso mais contundente contra o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de extrapolar suas atribuições constitucionais. Já Romeu Zema criticou o que chamou de “intocáveis em Brasília”, sem mencionar ministros nominalmente.
Além deles, participaram do ato o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores da mobilização. Até o fechamento desta reportagem, não havia estimativa oficial de público.
A manifestação marcou a primeira grande mobilização nacional do campo bolsonarista após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, com foco nas eleições de 2026.






