Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Agentes do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) e policiais militares se envolveram em confusões durante abordagens realizadas na madrugada de quinta-feira, 25/12, no bairro Coroado, zona Leste de Manaus.
Os episódios envolveram um motorista que filmava a fiscalização e, em outro momento, um homem e uma mulher.
Segundo testemunhas, durante uma das abordagens, um agente do Detran-AM teria tentado tomar o celular de um homem que registrava a ação de fiscalização. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento de tensão, com agentes utilizando força física ao tentar retirar o aparelho do homem, que ainda não foi identificado.
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Em outro ponto do bairro, um vídeo mostra policiais militares agredindo uma mulher e desferindo um chute contra um homem durante uma nova abordagem. Nas imagens, a mulher afirma que o homem seria “trabalhador e pai de família”, enquanto tenta intervir na ação.
Posicionamento do Detran-AM
Em nota enviada ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas informou que, durante a fiscalização, houve tentativa de obstrução do trabalho da equipe, que contava com o apoio de policiais civis e militares.
Segundo o órgão, a primeira ocorrência estava relacionada à remoção de um veículo que circulava de forma irregular. Durante a ação, os agentes teriam sido cercados e hostilizados pelos responsáveis pelo veículo, em uma tentativa de intimidação.
Ainda conforme a nota, em outro momento no bairro Coroado, uma motocicleta teria tentado fugir da fiscalização ao trafegar na contramão e realizar manobras perigosas, sem o uso de capacete. Ao chegar a uma rua próxima, o condutor teria escondido o veículo dentro de uma residência.
O Detran-AM afirma que, nesse momento, a equipe foi novamente cercada por populares. Uma mulher, ainda não identificada, teria tentado puxar a arma da cintura de um dos policiais que acompanhavam a fiscalização.
“Todos os fatos estão sendo apurados, e as medidas cabíveis estão sendo adotadas”, informou o órgão em nota.
A reportagem buscou a Polícia Militar para comentar sobre o caso, mas até o fechamento da reportagem não houve resposta.






