Gabriela Brasil – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Brasileiros já percebem a redução no preço dos alimentos nas prateleiras dos mercados. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda dos produtos alimentícios resultou na baixa da inflação em -0,8% em junho, o menor índice para o mês desde 2017.
Nas redes sociais, o empresário Jackson Villar publicou um vídeo onde compara o preço dos alimentos no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da silva (PT) e na gestão do ex-chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL).
“Isso aqui [óleo de cozinha] chegou a quase R$ 15 e hoje está R$ 5. Viu Paulo Guedes? Pilantra. Por que no teu governo você não conseguia baixar? Esse Paulo Guedes tinha que estar preso, ele tinha que pagar pelo o que ele fez com o país. Ele ferrou o país.”, questionou o empresário.
Jackson Villar, empresário
Ex-apoiador de Bolsonaro, o empresário também criticou a alta no preço da carne bovina durante a gestão passada, que chegou aumentar de maio de 2020 para o mesmo período de 2021 cerca de 35,03%, conforme o IBGE.
“Aí você tem que ver o Bolsonaro ‘cada vez mais a carne está virando um produto de luxo no mundo inteiro’. O país como este, cheio de boi, com uma plantação desta e o cara tem que falar que a carne está virando um artigo de luxo? Tudo cara, o pão que era R$ 12 caiu para R$ 5. Como eu fui tão trouxa de apoiar uns cretinos destes? Bota na cadeia”, disse o empresário.
Queda nos preços
O economista e membro do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Inaldo Seixas, avalia que tendência na queda da inflação ocorre desde o início do ano, em fevereiro.
Para ele, a deflação registrada em junho é um resultado positivo para os consumidores brasileiros, e sinaliza a possibilidade da queda na taxa de juros. Desde agosto de 2022, a taxa básica de juros permanece com alto índice de 13,75%.
“Ela [taxa de juros] foi elevada com o intuito de contribuir, além de outras políticas e variáveis, na desaceleração da economia, e com isso conter o avanço dos preços”
Inaldo Seixas, economista
A queda nos preços dos alimentos e dos combustíveis também favoreceu a deflação no mês de junho. Conforme o economista, as causas para a redução nos preços são diversas.
Ele aponta que as políticas do Banco Central e do governo atual, assim como variáveis externas, entre elas, acordos para minimizar as consequências guerra na Ucrânia, como o acordo de grãos internacional desencadearam a deflação no Brasil.
Em relação às políticas que impactam a alimentação, o economista destaca que no governo Bolsonaro não houve ações focadas em conter ou minimizar os choques internacionais e outras variáveis. Na última gestão, a política de ‘estoque regulador’, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que dispõe do estoque de alimentos para conter o avanço dos preços dos alimentos foi extinta.
“Este tipo de política foi abandonada, sendo retomada no governo Lula, com o reforço de dotações orçamentarias para a Conab para que ela possa manter os estoques reguladores estáveis como também programas para aumentar os armazéns do agronegócio para evitar as perdas desta produção”
Inaldo Seixas, economista
Outra política que foi enfraquecida na gestão anterior e que ganhou força no governo atual é aquela destinada à agricultura familiar. O Plano Safra da Agricultura Familiar foi lançado no final de junho. Cerca de R$ 71,6 milhões serão destinados à agricultura familiar.
“Já estava precificado que o governo Lula dotaria o financiamento da safra com números recordes, tanto para financiar a safra do agronegócio, como também recursos para auxiliar a produção da agricultura familiar brasileira. A maior parte dos alimentos que o brasileiro consome provém da agricultura familiar”
Inaldo Seixas, economista






