Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O publicitário Juarez Bulbol se manifestou nesta terça-feira, 24/2, sobre a morte da mãe, Ângela Bulbol, vítima de um acidente de trânsito ocorrido no condomínio Ephigênio Salles, na zona Centro-Sul de Manaus.
Em nota publicada nas redes sociais, ele questionou a divulgação de um vídeo relacionado ao caso e pediu apuração rigorosa das circunstâncias do atropelamento.
Ângela morreu após ser atingida por um veículo dentro do condomínio onde morava. Desde então, o caso passou a repercutir nas redes sociais.
Leia também: Flávio Bolsonaro tem 46,3% e Lula 46,2% em simulação de 2º turno, aponta pesquisa
Questionamentos sobre vídeo e perícia
Na nota, Juarez afirma que as imagens divulgadas não mostram a sequência completa dos fatos e critica a exposição de conteúdo “fora de contexto” em meio ao luto da família.
“O que mais dói, além da perda, é perceber atitudes que demonstram frieza, omissão e falta de humanidade”, declarou.
Ele também levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados após o acidente, como o motivo de as autoridades não terem sido acionadas imediatamente e o fato de, quando houve retorno ao local para perícia, não haver mais vestígios aparentes do ocorrido.
“São questionamentos legítimos que precisam ser esclarecidos com transparência e responsabilidade pelas instâncias competentes”, afirmou.
Juarez informou que, ao sair do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, procurou a Polícia Civil do Amazonas para registrar boletim de ocorrência e que optou por seguir os trâmites legais desde o início.

‘Eu era apenas um filho’
Em trecho mais pessoal da nota, o publicitário relatou os momentos após o atropelamento.
“Quando eu estava ao lado da minha mãe, deitado no asfalto, aguardando a ambulância, a última coisa em que pensei foi em chamar a polícia. Naquele momento, eu era apenas um filho tentando salvar a própria mãe”, disse.
Ele afirmou não buscar confronto público, mas sim a apuração dos fatos dentro do devido processo legal. Também garantiu que não fará ataques pessoais nem divulgará imagens que estejam sob sigilo judicial.
Juarez mencionou ainda que a condutora do veículo já teve relação de amizade com sua mãe e destacou que se trata de uma pessoa que ocupou, por anos, cargo público na área de trânsito, “com amplo conhecimento das normas e responsabilidades que envolvem a condução de veículos”.
“Que tudo seja apurado com rigor. Que eventuais responsabilidades sejam reconhecidas dentro da lei e que a verdade prevaleça”, concluiu.
Como ocorreu o acidente
O atropelamento aconteceu na tarde da última sexta-feira, 20, dentro do condomínio Ephigênio Salles, na zona Centro-Sul da capital, onde vítima e condutora residiam.
De acordo com as informações, Ângela caminhava pelo local quando foi atingida por um veículo Mercedes-Benz conduzido por Mônica Melo. Com o impacto, ela caiu e sofreu traumatismo cranioencefálico.
A educadora foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada inicialmente ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona Leste. Depois, foi transferida para um hospital particular, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (Deat).






