Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após decisão judicial favorável, a feirante Veriana Maia Negreiros concedeu entrevista ao portal RIOS DE NOTÍCIAS nesta quarta-feira, 26/3, comemorando a recuperação de seu box na Feira da Banana, no Centro de Manaus. No entanto, ela denunciou que a remoção de sua estrutura e equipamentos ainda não foi revertida.
“Teve uma denúncia de venda, entendeu? Só que eu não assinei nenhum papel, não tinha nenhum recibo, não tem nada, então não houve venda, entendeu? Esse box não foi vendido. Queriam tirar o box que era no nome do meu marido, que trabalhou 30 anos na feira. Eu quero apenas o meu direito de trabalhar“, declarou Veriana.
A feirante, junto com os vereadores Coronel Rosses (PL) e o Sargento Salazar (PL), alegam que o vice-prefeito Renato Júnior (Avante) ordenou a remoção forçada do box e de uma câmara frigorífica, de propriedade da comerciante. Mesmo após a decisão da Justiça garantindo a Veriana o direito de permanecer no local, seus equipamentos ainda não foram devolvidos.
“Agora nós queremos o quê? Que o vice-prefeito, que o secretário de Feiras e Mercados volte, coloque de volta aqui a câmara frigorífica dela sem um dano. O dano moral e material ela já sofreu, mas a gente quer isso aqui de volta. E nós vamos acionar a justiça para que desfaçam o absurdo, o abuso de autoridade que cometeram com uma pobre senhora”, afirmou o coronel Rosses (PL).
Decisão judicial
A decisão favorável à feirante foi concedida pelo juiz Leoney Figliuolo Harraquian, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, determinando a devolução do box e a suspensão do ato administrativo que levou à sua retirada.
“Nós disponibilizamos, eu e o coronel Rosses, o nosso jurídico. Entramos na justiça e conseguimos a liminar que obriga a prefeitura a devolver a barraca para ela. É muito fácil brigar com uma pessoa humilde e trabalhadora. Essa prefeitura está acostumada a agir com truculência com os trabalhadores, e nós não vamos deixar isso acontecer”, declarou o vereador Sargento Salazar (PL).
Na decisão, o magistrado destacou que não há provas concretas de que Veriana tenha vendido o box e que ela vinha operando regularmente no espaço após a morte de seu marido, antigo permissionário. Testemunhas também confirmaram que a feirante segue administrando o local sem qualquer evidência de transação comercial.
A Justiça fixou um prazo de 24 horas para que a decisão seja cumprida, sob pena de multa de R$ 20 mil por dia em caso de descumprimento. Até o momento, no entanto, a estrutura retirada não foi devolvida, e Veriana segue aguardando providências.
A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Manaus para comentar o caso, mas até o momento não obteve resposta.
*Com colaboração de Gabriel Lopes






