Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Familiares de Giovana Ribeiro da Silva, de 29 anos, grávida de oito meses, realizam na tarde desta sexta, 25/7, uma manifestação na avenida Djalma Batista, local onde ela morreu em um acidente causado por um buraco no asfalto, no dia 22 de junho. Com um cartaz, eles pedem justiça e responsabilização do poder público.
Uma faixa foi estendida em uma passarela da avenida, dando voz à dor e à indignação da família. A mensagem diz: “Minha esposa grávida morreu por causa de um buraco, o prefeito só tapou no dia do velório.” A família também apelou por Justiça:“Queremos a CPI do Asfalto”.
Laudo pericial sobre o caso
Segundo laudo pericial nº 2025-07309, obtido pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a causa do acidente está “diretamente ligada à falta de manutenção do pavimento asfáltico”. A família já anunciou que entrará com uma ação judicial contra a Prefeitura de Manaus.
A tragédia comoveu as redes sociais. Nesta semana, a irmã da vítima, Gisela Junqueira, publicou um desabafo: “Há um mês perdemos duas vidas por culpa da negligência. Enquanto eu viver, vou lutar por justiça”.
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O acidente
Giovana e o companheiro trafegavam de moto pela avenida Djalma Batista quando caíram após atingir o buraco. A moto foi arremessada contra árvores do canteiro central.
Ela e a bebê não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Após o acidente, moradores também realizaram protestos na avenida das Torres, denunciando as condições precárias das vias da capital amazonense.
Prefeitura culpa chuvas
No dia 23 de junho, a Prefeitura de Manaus havia declarado, por meio de nota, que o buraco que causou a tragédia foi consequência das fortes chuvas e que o reparo foi realizado.
“A cidade enfrenta, há meses, as consequências de um dos períodos chuvosos mais rigorosos dos últimos anos”, afirmou a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). Segundo a pasta, o trecho da Djalma Batista“foi corrigido na manhã de segunda-feira, 23″, daquele mês.






