Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Familiares da adolescente Ruana Gabrielly da Cruz Araújo, de 13 anos, denunciam o Hospital e Pronto-Socorro da Criança zona Sul, localizado no bairro Cachoeirinha, por negligência médica após a adolescente ter parte do braço direito amputado.
Segundo denúncia do tio da vítima, Emerson Marques, a adolescente, que tem paralisia cerebral, foi internada no dia 5 de dezembro para receber tratamento médico devido a dores constantes que apresentava. No entanto, ao longo da internação, a família relata que diversos problemas foram registrados.
Os familiares afirmam que, após sucessivas tentativas de acesso venoso e o uso de medicações, a mão da adolescente sofreu necrose. A principal suspeita, segundo a família, é de que as veias tenham estourado em razão do excesso de agulhadas, o que teria interrompido a circulação sanguínea.
“Nós chegamos ao hospital no dia 5 de dezembro para descobrir a causa da dor dela, mas os médicos diziam apenas que era a medicação controlada. Durante dias, aplicaram vários remédios que não tratavam a dor real. Quando aplicaram um anticonvulsante de forma errada na mão dela. De tanto furar, as veias estouraram, a mão não reagiu mais e ficou comprometida”, relatou o tio.

Transferência e amputação
Após a piora do quadro, Ruana foi transferida para o Hospital e Pronto-Socorro Joãozinho, onde passou por cirurgia e teve parte do braço direito amputado. Em seguida, a adolescente retornou para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança Zona Sul.
A família pede justiça e afirma que o tratamento da adolescente foi marcado por uma sucessão de erros médicos. Ruana segue internada na unidade hospitalar.
“Os médicos no Joãozinho decidiram amputar a mão da minha sobrinha, situação que atribuímos à negligência médica durante a aplicação da medicação no hospital da zona Sul. Nós temos fotos que mostram diversas perfurações e hematomas na mão dela. A médica furou tanto que ela não resistiu mais, a mão dela ficou preta. Nós queremos justiça por isso, minha sobrinha está sofrendo”, afirmou Emerson Marques.
Sem resposta
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), responsável pela unidade hospitalar da zona Sul, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.












