Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A falta de absorvente afastou 27,9% das adolescentes de 13 a 17 anos da escola no Amazonas ao menos um dia nos últimos 12 meses, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na quarta-feira, 25/3.
O estudo aponta que a falta de absorvente descartável entre meninas de baixa renda está diretamente associada à ausência escolar durante o período menstrual, sendo o índice ainda mais elevado entre estudantes da rede pública amazonense, onde 16,9% das meninas faltaram às aulas.
Já na rede privada, o índice é bem menor, com 6,4%. O estado também fica bem à frente da média nacional, que é de 15%,
Entre os estados, o Amazonas aparece com o maior índice, seguido por Roraima, com 23,5%, e Tocantins, com 23%. Já Santa Catarina apresenta o menor percentual, com 9,2%.
A pesquisa destaca que não há dúvida de que a oferta de absorventes nas escolas é uma importante política no contexto da promoção da dignidade menstrual, pois a falta de acesso aos produtos de higiene menstrual impacta diretamente as adolescentes em idade escolar, interferindo na frequência às aulas, bem como nas condições de saúde quando medidas alternativas são adotadas na ausência desses itens.
Leia mais: Prazo da Consulta Pública On-line 2026 é prorrogado até 27 de março em Manaus
Programa de dignidade menstrual
Em março de 2023, foi aprovado o Decreto nº 11.432 de Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, uma política voltada à garantia da dignidade menstrual, com acesso à infraestrutura sanitária adequada, educação menstrual, tecnologias menstruais e serviços de saúde relacionados ao ciclo menstrual.
O Governo do Amazonas informou que, em 2025, meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade foram beneficiadas com absorventes higiênicos por meio do programa Dignidade Menstrual.
Ao todo, 82.420 pacotes foram distribuídos na capital e no interior do estado. A iniciativa é administrada pela Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome (Seas) e tem como objetivo combater a pobreza menstrual, além de promover justiça social, educação e direitos humanos.
As entregas ocorreram em unidades do programa Prato Cheio, na capital e no interior, em escolas da rede pública de ensino e durante as ações do Governo Presente. Na capital, foram entregues 19.120 kits, enquanto no interior do estado o número chegou a 63.300.






