Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Há quatro meses, o igarapé localizado próximo à avenida Dom Jackson Damasceno, no bairro Flores, ao lado do Conjunto João Bosco, está tomado pelo lixo. Garrafas PET, geladeiras velhas, sacos plásticos e outros resíduos que levam milhares de anos para se decompor se acumulam na água, formando um cenário alarmante e motivo de preocupação para quem mora e circula pela área.
Para os morodadores, o igarapé se transformou em um “verdadeiro depósito de lixo a céu aberto”. O comerciante Wagner Rodrigues relata que o problema se agrava durante o período de chuvas intensas na cidade.
“Quando chove fica intransitável. As pessoas não conseguem passar a pé e nem carros pequenos conseguem atravessar. A água enche a ponte, transborda e ninguém passa. As pessoas levantam a roupa para tentar atravessar, um idoso já caiu aqui. Só depois de uma ou duas horas, quando a água baixa, é que dá para passar. Essa sujeira e esse lixo que vêm de outros lugares complicam ainda mais”, destacou.


Para o estudante Davi Guedes, de 13 anos, que passa diariamente pelo local, a situação é triste e prejudicial ao meio ambiente. “Eu acho isso muito ruim porque acaba com a natureza. A água fica poluída, mata os animais. O pessoal podia ajudar não jogando lixo aí”, afirmou.
Morador do conjunto há três anos, Igor Felipe, de 29 anos, que trabalha como tatuador na região, afirma que os transtornos fazem parte da rotina da comunidade.
“Esse igarapé é complicado, principalmente pela sujeira. O cheiro é horrível. A gente convive com isso todos os dias. Tem mato e lixo também nas calçadas. É uma área por onde passa muita gente e precisava de mais atenção. Grande parte desse lixo vem de outras regiões”, explicou.


Segundo os moradores, motoristas e passageiros que trafegam pela avenida também contribuem para o problema, ao jogarem lixo diretamente no igarapé e em outros pontos da via, agravando a poluição e os riscos à saúde.
Wagner Rodrigues reforça que a comunidade já fez diversas reclamações e denúncias.
“O esgoto aqui custa quase R$ 200. Eu pago R$ 190 e não vejo manutenção, não vejo limpeza. A gente precisa de uma autoridade para ajudar, porque é complicado. As aulas vão começar, as crianças passam por aqui todos os dias para ir e voltar da escola, e agora, no período de chuvas, a situação fica ainda pior”, desabafou.

Apelo por providências
Igor Felipe também cobra uma atuação mais efetiva do poder público.
“Uma atenção melhor da prefeitura seria importante. Às vezes é algo básico, simples, questão de higiene. Isso valoriza o ambiente de quem mora aqui e também a área comercial, porque existem empresas na região. A gente quer melhorar o lugar, mas não vê esse retorno”, afirmou.
Já o autônomo Anselmo Batista, de 62 anos, que mora em Flores e passa pela avenida diariamente, faz um apelo direto.“Que venham limpar, que vejam como está, porque isso faz mal à saúde”, concluiu.

O Portal RIOS DE NOTÍCIAS solicitou um posicionamento oficial da Prefeitura de Manaus e da Semulsp sobre a poluição do igarapé próximo à Avenida Dom Jackson Damasceno, no bairro Flores, mas até o momento não houve resposta. O espaço segue aberto.






