Letícia Rolim – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – No Amazonas, nove pessoas foram presas preventivamente após a Justiça do Estado expedir 15 mandados de prisão. Os detidos são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, atuando tanto no Amazonas quanto no Rio de Janeiro.
No total, 26 mandados de prisão foram expedidos para serem cumpridos durante a segunda fase da “Operação Rota do Rio”, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na ocasião, foram apreendidos dois veículos de luxo registrados em nome dos alvos, uma arma de fogo e munições. Também está previsto o bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados, como medida para enfraquecer financeiramente o grupo.
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Entre os principais alvos da operação estão Kaio Wuellington Cardoso dos Santos e Sílvio Andrade Costa, conhecido como “Barriga”.
Kaio está foragido há sete anos do sistema prisional amazonense, enquanto Sílvio, solto em 2022, havia sido preso em 2021 durante a Operação Nômade, da Polícia Federal de Manaus. Ambos são líderes de uma facção no Amazonas.
Além do Amazonas e Rio de Janeiro, os mandados estão sendo cumpridos também no Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
A “Operação Rota do Rio” faz parte dos esforços das autoridades para desmantelar redes criminosas que atuam nos dois estados em combate ao crime organizado.
Esquema
A segunda fase da “Operação Rota do Rio” foi deflagrada após extensas investigações que analisaram transações financeiras entre 2017 e 2022, revelando uma estrutura criminosa com uma super estrutura, caracterizada por uma divisão sofisticada de tarefas para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
O esquema envolvia depósitos bancários em contas de pessoas jurídicas, principalmente em regiões de fronteira do Amazonas, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores.
A primeira fase da operação ocorreu no dia 21 de maio, quando quatro pessoas foram presas no Rio de Janeiro. Na ocasião, foram cumpridos 99 mandados de busca e apreensão.
Entre os alvos estava o ex-prefeito de Anamã, no Amazonas, Raimundo Chico. Ele foi cassado durante as investigações da Polícia Civil do Rio e foi acusado de lavar dinheiro para a facção criminosa, utilizar dinheiro do tráfico em suas campanhas eleitorais e ter participação direta nos negócios da facção no município.












