Cristóvão Nonato – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A reforma do Tropical como exemplo de ecoturismo foi abordada durante seminário realizado, na segunda-feira, 22/1, pelo curso de Administração da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O evento contou com a participação de alunos da instituição e especialistas de mercado, gestão e estudos acadêmicos.
O hotel que já recebeu grandes celebridades mundiais e foi tido como um dos principais locais de hospedagem da região Norte, passa por reforma após ser arrematado pelo grupo Fametro.
A professora de Turismo da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Suzy Rodrigues Simonetti, destacou os polos consolidados de turismo de natureza, no Amazonas. Ela comentou sobre o impacto positivo da reforma e reinauguração, em breve, do Tropical Hotel Manaus com seus 520 apartamentos e geração de mais de mil empregos diretos e indiretos.
“Muito positivo para o ‘trade’ turístico, e isso significa que a gente tem mais opções para o visitante que chega até aqui que precisar da hospedagem ele tem mais opções para além da quantidade de apartamentos que a gente já tem na cidade, além de exigir o suporte de barcos e demais serviços aos turistas, impactando a economia local”, destacou.
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Ela chamou atenção para a necessidade do poder público garantir também segurança pública naquele espaço importante que é a Ponta Negra um atrativo turístico importante.
O evento foi realizado pelos alunos dos últimos períodos e formandos de Administração da Ufam que debateram com os palestrantes a evolução do ecoturismo no mundo, com foco na Amazônia, nos aspectos de investimentos nos polos do Estado, estudo de caso no entorno da BR-174, e o desafio de desenvolver a atividade turística com sustentabilidade ambiental, social e econômica.

BR-174 e Tarumã-Açu
O turismólogo e mestrando, Jonathan Farias, realizou pesquisa de campo sobre as atividades de turismo de natureza ao longo da BR 174, na área rural de Manaus. Ele aponta as potencialidades e problemas que os empreendedores dos flutuantes do Taruma-Açu vão ter de encarar.
“Precisam trabalhar junto com o comitê de gestor da bacia do Tarumã, e tem algumas pessoas que trabalham com flutuantes, e a nossa perspectiva é essa de que mais ou menos em 20 anos vai ser um ambiente totalmente poluído”.
Farias justifica que primeiro porque tem um lixão na parte da nascente pela BR-174, e também, o crescente impacto da cidade crescendo em rumo àquela direção.
“Se a gente não tiver nenhum tipo de política pública principalmente da educação ambiental nas escolas e fazer essa conscientização pra que a gente preserve a atividade do turismo não só na parte terrestre como na fluvial onde nós temos bastante estudo”, pontuou Farias.
O professor de Administração Jorge Campos, foi o coordenador do evento e destacou a importância da atividade para o futuro dos alunos e do próprio ecoturismo como potencial econômico do Estado. “Nós precisamos passar pros nossos alunos além da visão de empreender, e não necessariamente só buscar emprego, e sim olhar pra Amazônia e identificar os ambientes de negócios que tem e podem ser explorados de forma social e ambientalmente correta”.
Campos finalizou exemplificando o caso de uma empresa que vem do Rio Grande do Sul, leva o couro de peixe, do tambaqui e pirarucu, uma matéria prima farta e que poderia ser explorada por gente daqui e beneficiando a mão de obra local e seu capital intelectual gerando emprego e renda.












