Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-lutador de MMA Ronys Torres se pronunciou oficialmente, por meio de seus advogados, após ser denunciado pela companheira por agressão na última quinta-feira, 18/12.
Na nota divulgada nas redes sociais, ele afirma que solicitou a própria exoneração do cargo de subsecretário municipal de Educação de Manacapuru diante da repercussão do caso.
Segundo o comunicado, a decisão teria sido tomada de forma “responsável, consciente e preventiva”, com o objetivo de preservar a Prefeitura de Manacapuru e evitar impactos na administração pública.
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“Solicitou, por iniciativa própria, sua exoneração do cargo (…) diante dos recentes acontecimentos e da ampla repercussão que têm atingido sua imagem e reputação”, diz a nota.
A defesa sustenta que o afastamento ocorreu por se tratar de fatos “de natureza estritamente pessoal”, que ainda estão sob apuração.
“O exclusivo propósito foi preservar a integridade institucional da Prefeitura e evitar qualquer impacto indevido no regular funcionamento da administração pública”, afirma outro trecho.
Ainda de acordo com o comunicado, Ronys Torres compareceu à Delegacia de Manacapuru, na sexta-feira, 19, acompanhado de advogados, para prestar esclarecimentos.
A defesa diz que ele se apresentou e negou qualquer ato de violência.“Rechaçou qualquer prática de ato de violência e reafirmou sua confiança na apuração técnica, imparcial e responsável por parte das autoridades competentes”.
Denúncia de agressão
O caso veio à tona na última semana, após a companheira de Ronys Torres relatar nas redes sociais que teria sido vítima de agressões durante uma discussão. Segundo a mulher, a mãe dela também teria sido empurrada ao tentar intervir na briga.
A vítima registrou boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) confirmou que o caso está sob apuração. Em uma das publicações, a mulher afirmou que não ficará em silêncio.
“Eu tô viva, não estou 100% bem, mas vou ficar. E antes que ele me batesse mais ou me matasse, eu fui lá e gritei, e vou gritar pelos meus direitos como mulher”, escreveu.

Ela também relatou que precisou se afastar do trabalho por conta dos hematomas e afirmou ter recebido relatos de agressões anteriores atribuídas ao ex-subsecretário.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a Polícia Civil do Amazonas para solicitar esclarecimentos e uma atualização sobre o andamento da investigação. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.






