Kataryne Dias – Rios de Notícias
BRASIL – Mais de R$ 1,4 bilhão foram gastos no cartão corporativo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o início do mandato atual.
Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), os detalhes individuais dessas despesas são sigilosos, mas registros apontam que os maiores gastos foram feitos em empresas de materiais de construção, pagamentos avulsos e serviços de delivery, como o iFood.
O comentarista político da Rádio Rios FM 95,7, Diogo da Luz, classificou parte dessas despesas como “penduricalho” e criticou o uso do cartão corporativo durante entrevista ao Jornal da Rios, nesta quarta-feira, 25/2.
“Até as emendas parlamentares, de alguma forma, estão envolvidas nesse desperdício também. Isso precisa acabar. Me parece que, infelizmente, o Supremo está muito mais querendo desviar a atenção da gente para longe”, afirmou.

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Gastos por ano
Levantamentos divulgados pelo TCU e veículos de imprensa mostram a evolução das despesas:
- 2023: R$ 430 milhões
- 2024: R$ 584 milhões
- 2025: R$ 423 milhões + R$ 55 milhões em gastos específicos
O sistema de sigilo protege as informações detalhadas por até 100 anos, mas os valores totais indicam alto volume de gastos públicos, incluindo passagens internacionais para destinos como Coreia do Sul, Emirados Árabes e Índia, além de deslocamentos em Brasília.
Crítica do especialista
Diogo da Luz afirmou que os gastos com o cartão corporativo representam desperdício e que há necessidade de maior transparência. Segundo ele, a federalização do acompanhamento e a supervisão conjunta de órgãos federais e estaduais poderiam reduzir o risco de uso inadequado de recursos públicos.
“Se a gente não se cuidar, se a gente não trabalhar e não fiscalizar isso, não vamos conseguir evitar o desperdício de dinheiro público”, alertou.
A Presidência da República, responsável pelas despesas, ainda não se posicionou sobre o tema.






