Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um (a) funcionário (a), que preferiu não se identificar, denunciou a falta de pedagogos e até de professores na Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Professor Djalma da Cunha Batista, localizada na avenida Rodrigo Otávio, bairro Japiim, zona sul de Manaus.
A denúncia foi enviada ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS na quinta-feira, 25/9. Segundo o relato, a ausência de profissionais tem afetado diretamente o funcionamento da unidade, que atende cerca de 900 alunos e conta com 50 professores.
Atualmente, segundo o (a) denunciante, apenas uma pedagoga atua no turno da tarde, o que seria insuficiente para a alta demanda.
“Os pais passam o dia tentando ser atendidos para resolver problemas dos filhos, mas não conseguem, porque a demanda é alta e uma única pedagoga não dá conta”, afirmou.
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Professores sobrecarregados
De acordo com o (a) funcionário (a), os professores acabam assumindo responsabilidades que seriam da equipe pedagógica, como convocar responsáveis por questões de assiduidade, rendimento ou entrega de tarefas.
“Desde fevereiro estamos sem pedagogo em tempo integral. Somos nós, professores, que tentamos cobrir essa ausência usando nosso horário de trabalho pedagógico (HTP)”, explicou.
Falta de resposta da SEDUC
Segundo a denúncia, a gestão da escola tem solicitado, repetidamente, à Coordenadoria Distrital de Educação 2 (CDE2) o envio de um novo pedagogo. No entanto, o pedido não tem sido atendido.
“Ações importantes como o SAEB estão sendo prejudicadas. O atendimento a pais, professores e alunos também. Antes, com uma pedagoga 40h, os atendimentos eram feitos conforme a demanda. Agora só com agendamento”, relatou.
O (a) servidor (a) ainda critica a suposta alocação de pedagogos em funções administrativas fora das escolas. “Na sede da SEDUC está cheio de pedagogo fazendo serviço administrativo enquanto falta nas escolas”, denuncia.
Ausência frequente de professores
Outro ponto grave da denúncia é a alta taxa de ausência de professores. Segundo o (a) denunciante, há dias em que até 12 docentes faltam de uma só vez.
“Os pais nem sempre sabem, porque os alunos não comentam. Muitos preferem ficar sem aula. O caos se instala. Temos que manter os alunos de 7h às 17h, sem pedagogo, sem apoio. Quase todo dia, 50% do corpo docente não aparece”, relatou.
Acúmulo de funções e clima tenso
O (a) servidor (a) afirma que, com a falta de pedagogos, a equipe gestora acumula tarefas pedagógicas e administrativas, o que tem gerado sobrecarga.
“A gestora fica atolada. Faz o trabalho de administração e pedagogia. Temos uma administradora de prédio, mas ela não atua na parte pedagógica”, relatou.
Além disso, o clima interno também estaria sendo afetado.
“A figura do pedagogo impõe uma certa disciplina nos horários. Quando cobramos os professores para estarem em sala de aula no horário correto, há resistência. Alguns alegam que somos colegas de profissão e que não devemos cobrar”, disse.
O que diz a SEDUC
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas (SEDUC-AM) para esclarecimentos sobre a situação, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para manifestação.












