Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A navegação no Amazonas já sofre os impactos da seca deste ano. Nesse domingo, 15/9, um empurrador de balsa com aproximadamente 35 veículos, entre carros e caminhões, ficou encalhado no Rio Madeira, próximo ao município de Humaitá, a 696 quilômetros de Manaus.
Com a rápida descida no nível das águas, embarcações de grande porte já não conseguem realizar a travessia em vários trechos do rio.
Em outro acidente registrado no Rio Madeira, um rebocador que transportava alimentos, açúcar e frutas, para abastecer comunidades afetadas pela seca, tombou na comunidade de São Carlos.

O comandante Jezel Barros, responsável por uma embarcação que faz a travessia entre Manaus e Belém, relatou ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS as dificuldades na navegação durante o período de estiagem.
“No rio Madeira, a situação é a pior. As balsas não conseguem transitar, pois em alguns trechos a lâmina de água chegou a apenas 1,90 metro de profundidade, enquanto as embarcações têm a estrutura de 2 a 2,20 metros. Está muito difícil navegar, o rio está seco demais, e ainda há o risco de acidentes”, afirmou Jezel.
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Fumaça atrapalha navegabilidade
Ainda segundo informações do comandante, a fumaça também compromete a visibilidade durante o trajeto, forçando os pilotos a navegarem com maior cautela.
“Eu trabalho aqui no Rio Amazonas, e o que vemos é muita fumaça no rio, o que exige muito da nossa experiência para conseguirmos ir de Manaus a Belém e depois retornar. Existem áreas em que a visibilidade é praticamente nula”, explica o comandante.

Oficiais das embarcações também relataram que, devido à seca severa em algumas áreas próximas ao município de Novo Aripuanã, na calha do Madeira, a 1.37 quilômetros de Manaus, estruturas metálicas que antes estavam no fundo dos rios agora estão expostas, representando risco de acidentes, além da formação de bancos de areia.






