Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O soldador Antônio Silva, de 38 anos, denunciou o empresário Euden da Rocha Lima de tê-lo ameaçado de morte e atropelado duas vezes durante uma discussão por suposto calote, no último sábado, 26/7, em uma obra localizada na Avenida Tefé, bairro Japiim, zona Sul de Manaus.
O caso foi registrado no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e as imagens da agressão repercutiram nas redes sociais nessa segunda-feira, 28/7.
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No vídeo, é possível ver o momento em que o empresário, ao volante de uma caminhonete S10 prata, atropela o trabalhador. Segundo Antônio, ele havia sido contratado informalmente para realizar a instalação de uma estrutura metálica em um terreno onde seria construído um supermercado. Após a conclusão do serviço, afirma ter sido surpreendido com a negativa do pagamento acordado.
“Ele disse que não ia pagar. Eu questionei porque trabalhei, e é meu direito. Como cidadão, trabalhador e pai de família, não posso aceitar isso”, declarou o soldador.
Ameaças e agressão
Durante a cobrança, o desentendimento evoluiu para agressões verbais e físicas. Antônio relatou que o empresário o ameaçou de morte antes de dar partida no veículo e atropelá-lo. “Ele se exaltou, disse que ia pegar uma arma e atirar na minha cara. Foi quando comecei a gravar. Aí ele ligou o carro e me atropelou duas vezes”, disse.
O trabalhador ainda afirmou que Euden já teria se envolvido em outras situações semelhantes com prestadores de serviço. “Ele sempre arruma desculpa dizendo que o serviço está mal feito. É humilhante. Trabalho porque preciso, tenho contas a pagar”, desabafou.
Defesa nega acusações
A defesa do empresário, representada pelo advogado Wilgner da Costa Muller, divulgou nota negando as acusações. Segundo o advogado, a versão apresentada por Antônio Silva é “inverídica” e tem gerado “interpretações equivocadas e especulações infundadas”.
Ainda de acordo com a nota, o serviço foi contratado sob regime de empreitada, com parte do pagamento adiantado e registrado por recibo. A defesa alega que a obra não foi concluída e apresentou defeitos de alinhamento, o que exigirá sua reexecução.
A nota também afirma que Antônio retornou voluntariamente ao local para retirar suas ferramentas, o que, segundo a defesa, contradiz a alegação de ambiente hostil. “Isso demonstra que não houve qualquer clima de periculosidade entre as partes”, diz o comunicado.
O advogado ressaltou ainda que Euden da Rocha Lima possui mais de 20 anos de atuação no mercado, “com reputação ilibada, conduta ética e compromisso com a legalidade”. A defesa afirmou que o empresário está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Veja a nota da defesa na íntegra







