Redação Rios
MANAUS (AM) – Uma operação no Vale do Javari realizada pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), por intermédio da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Tefé/AM, desencadeou na Operação Curaretinga IV, cujo foco é o combate aos crimes transfronteiriços e ambientais na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Colômbia e Peru).
Segundo o CMA, até o momento, quatro dragas de garimpo ilegal foram destruídas, evitando, dessa forma, o agravamento do assoreamento dos rios e alterações no leito, além da turbidez das águas, poluição dos solos, contaminação por substância tóxicas, como o mercúrio.
“Para se ter uma ideia da dificuldade do acesso à região da operação, foram necessários percorrer cerca de 740 quilômetros, distância equivalente a Manaus – Boa Vista por meios fluviais, envolvendo militares do Comando Fronteira Solimões/ 8º Batalhão de Infantaria de Selva, de Tabatinga/AM, com apoio da 16ª Base Logística, do 16º Pelotão de Comunicações, além de tropas dos Pelotões Especiais de Fronteira e agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).



A Operação Curaretinga IV é mais uma das diversas ações que o CMA vem desencadeando em toda a Amazônia Ocidental, visando a proteção ambiental e a Defesa da Amazônia Brasileira.
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Terra Yanomami
Na quinta-feira, 20/7, dezoito garimpeiros envolvidos em atividades ilegais na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, foram presos, pela operação conjunta Ágata Fronteira Norte.
Também foram presos cinco garimpeiros que tentavam atravessar sem autorização o Posto de Bloqueio e Controle Fluvial, do Exército, no Rio Uraricoera, que controla a entrada e a saída das embarcações. O posto está na comunidade de Palimiu.
Militares das Forças Armadas, agentes da Polícia Federal e servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participaram das ações que resultaram nas prisões e destruição de equipamentos ilegais. Os investigados foram levados para a Superintendência da Polícia Federal em Boa Vista.
No dia anterior, na região de Rangel, a operação resultou na prisão de 13 garimpeiros, além da destruição de três embarcações, seis motores, uma motobomba, um alojamento com cantina, um quadriciclo e um acampamento.
A ação faz parte de um trabalho conjunto com o emprego de 1.381 militares das Forças Armadas, além de servidores civis de outros órgãos do Estado Brasileiro.
A operação foi iniciada há um mês, no dia 21 de junho, por intermédio do Decreto n°11.575. Os equipamentos utilizados incluem 11 aeronaves, um navio patrulha-fluvial e três lanchas blindadas.
A Operação Ágata Fronteira Norte também visa garantir a segurança na região de Homoxi, também no Território Yanomami, onde está situada a Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI).
A unidade de saúde é a única da região, e voltou a atender há seis meses, após ser desativada em 2021 devido a ataques de garimpeiros. A unidade atendia cerca de 700 indígenas.
*Com informações da assessoria do CMA e da Agência Brasil
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