Lauris Rocha – Rios de Notícias
HUMAITÁ (AM) – A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) se manifestou nesta terça-feira, 16/9, por meio de nota pública, em defesa dos direitos humanos e da dignidade das populações ribeirinhas impactadas pela recente operação de combate ao garimpo no Rio Madeira. A ação atingiu famílias nos municípios de Humaitá e Manicoré, no interior do Amazonas.
No comunicado, a Defensoria enfatiza que ações de fiscalização e repressão ao garimpo devem respeitar a vida e os direitos das comunidades tradicionais, sobretudo aquelas em situação de vulnerabilidade. A instituição alertou para os graves impactos humanitários provocados pelo uso de explosivos durante a operação, entre eles:
- Pânico entre crianças;
- Aumento da vulnerabilidade de idosos e pessoas com deficiência;
- Destruição de moradias;
- Deslocamentos forçados de famílias;
- Interrupção das aulas;
- Prejuízos à saúde física e mental da população ribeirinha.

“Os mais vulneráveis não podem se tornar vítimas de uma guerra que não escolheram enfrentar”, conclui a nota da DPE-AM, que mantém uma unidade em Humaitá com defensores públicos e servidores prestando apoio jurídico e institucional às comunidades afetadas.
Equipes especializadas realizam visitas in loco para garantir acesso à orientação e assistência legal.
Balanço da operação – Polícia Federal
Também nesta terça-feira, 16, a Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas divulgou os resultados atualizados da operação de combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira.

A ação, realizada entre os municípios de Manicoré e Humaitá, resultou na destruição de 82 dragas, sendo 27 no Amazonas e 55 em Rondônia. Desde o início da operação, o total de dragas destruídas já chega a 177 unidades.






