Redação Rios
BRASIL – O deputado cassado e ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Podemos-PR) anunciou na segunda-feira, 18/9, que não irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de recuperar seu mandato.
Em uma nota compartilhada com a imprensa, ele afirmou: “Não há justiça no Supremo”. Com essa decisão, Dallagnol também desiste de um retorno à vida política nos próximos oito anos, pois além da cassação, ficou inelegível.
A cassação de Dallagnol foi decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa, que impede magistrados e membros do Ministério Público de disputarem eleições se tiverem processos administrativos pendentes.
O TSE considerou que Dallagnol se desligou do Ministério Público Federal com antecedência da eleição, vislumbrando que procedimentos disciplinares em andamento poderiam prejudicar sua candidatura.
Após a negação do último recurso no TSE na semana passada, Dallagnol ainda tinha a opção de acionar o STF, porém, as chances de vitória eram consideradas pequenas devido à maioria anti-Lava Jato na corte, liderada pelo ministro Gilmar Mendes, que era um desafeto do ex-deputado.
Além disso, ministros que votaram pela cassação no TSE também participariam de um eventual julgamento no STF.
Em uma carta aberta, Deltan criticou duramente o Supremo, questionando a “credibilidade” da instituição e acusando-a de tomar decisões “cada vez mais arbitrárias”. Ele, que havia sido eleito deputado em 2022 com a maior votação no Paraná, encerra assim sua carreira política de forma abrupta.
*Com informações da Agência Estado






