Redação Rios
RIO – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse nesta quarta-feira, 29/10, que as únicas vítimas da megaoperação são os policiais mortos. A declaração foi dada em coletiva de imprensa, logo após a Defensoria Pública do Rio de Janeiro afirmar que há ao menos 132 mortos na ação contra o Comando Vermelho (CV).
“Aquelas foram as verdadeiras quatro vítimas. De vítimas, ontem, só tivemos os quatro policiais”, afirmou o governador.
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Castro também alegou que o número de mortos, segundo balanço do estado nesta quarta, foi menor do que o divulgado na terça pela própria gestão. Eram 64. Agora, seriam 58. Ele admitiu que o dado irá mudar conforme o trabalho da perícia e do Instituto Médico Legal (IML.)
“Nossa contabilidade começa na hora que esses corpos entram no IML. Não contabilizamos por imagem, foto. A Polícia Civil tem uma responsabilidade enorme de saber quem era cada uma dessas pessoas. Eu não posso fazer balanço antes de todos entrarem. (.. ) Na verdade, o secretário Felipe me passou agora, são 58, sendo 4 policiais. Esse dado vai mudar com certeza. O trabalho de perícia não terminou”.
Fila de corpos
A operação foi a mais letal da história do Estado. Moradores do Complexo da Penha, na zona Norte carioca, um dos locais onde houve a operação, levaram ao menos 60 corpos para a Praça São Lucas durante a madrugada e o início da manhã desta quarta-feira.
Mais cedo, à TV Globo, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, disse que os cadáveres levados pelos moradores não estavam na contagem. O governo, porém, não atualizou o balanço oficial.
O governo Cláudio Castro defendeu ainda o “sucesso” da ofensiva – que envolveu 2,5 mil policiais, blindados e helicópteros – para avançar sobre um território dominado pelo crime organizado. O CV chegou a usar drones com bombas na reação, o que expôs o poder bélico dos traficantes.
*Com informações da Agência Estado






