Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis (Avante), defendeu, nesta segunda-feira, 23/2, o registro de presença virtual de Rosinaldo Bual (Agir) nas sessões plenárias, após ser questionado pelo vereador Rodrigo Guedes (Progressistas).
Bual é investigado por suspeita de liderar um esquema de “rachadinha” em seu gabinete, além de responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e uso de funcionários fantasmas. Em outubro de 2025, foi preso preventivamente e atualmente faz uso de tornozeleira eletrônica, por decisão judicial.
Conforme a decisão, Bual deve cumprir determinações como a manutenção do afastamento do cargo de vereador e a proibição de acessar ou frequentar as dependências da CMM. Com isso, o parlamentar passou a registrar presença no plenário de forma virtual, para não perder o mandato.
A medida foi defendida pelo presidente David Reis, o qual afirmou que, desde a Covid, é permitido que os parlamentares registrem presença de forma virtual.
“Vereador Bual, ele tem restrição de acesso à Câmara. Como o período de afastamento de 120 dias dele foram cessados, da forma que ele está participando das sessões é em caráter virtual. Tem esse direito desde a época do Covid, onde o Covid trouxe algumas inovações. Você quer que eu faça o quê? Que eu cesse o direito dele?”, disse o presidente.
Rodrigo Guedes, na mesma sessão, já havia questionado o registro da presença do parlamentar.
“Eu estou aqui vendo que o vereador Rosinaldo Bual registrou presença e, na semana retrasada, se eu não me engano, também foi registrada algumas vezes. E a Câmara emitiu uma nota de que o vereador estaria registrando a presença de forma virtual. Eu gostaria que a vossa excelência, por favor, explicasse”, disse.
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Registros de presença
Funcionários da CMM relatam que o vereador tem adotado uma rotina específica: chega antes do início das atividades, registra presença, atualmente feita por meio de aplicativo com reconhecimento facial e deixa o local sem participar efetivamente das sessões ou debates legislativos.
Uma fonte ligada ao setor jurídico afirma que, conforme a decisão judicial, a proibição de acesso às dependências da CMM, válida durante o período de afastamento, se encerrou em 31 de janeiro de 2026. Com isso, o parlamentar retomaria o exercício do mandato de forma regular, até que haja nova decisão judicial em sentido contrário.






