Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) denunciou atraso no pagamento da data-base e do reajuste legal referente a 2026, que, segundo a entidade, ainda não foram efetivados pelo Governo do Amazonas. O sindicato também afirma que os profissionais da educação enfrentam sobrecarga de trabalho e problemas estruturais nas escolas, como salas sem climatização adequada.
De acordo com publicações feitas nas redes sociais nesta quinta-feira, 5/3, professores relatam que têm sido constantemente cobrados por resultados em sala de aula. Apesar de o ano letivo ter iniciado no começo de fevereiro, os trabalhadores afirmam que as condições adequadas de trabalho nas escolas estaduais e municipais ainda não foram garantidas.
“Data-base da Seduc sem definição. Carga horária ampliada por instrução normativa e redução da carga de Educação Física prejudicando professores. Enquanto isso, a cobrança por resultados só aumenta. Mas as condições de trabalho seguem ignoradas”, diz um dos relatos publicados.
A categoria também destaca que diversas denúncias sobre as condições precárias nas unidades de ensino já foram feitas anteriormente. O sindicato afirma que a data-base venceu em 1º de março e que, até o momento, nenhuma audiência foi marcada para discutir o reajuste salarial. A entidade ressalta ainda que, por se tratar de ano eleitoral, o prazo para concessão de aumento real vai até 4 de abril.
“Se queremos respeito, valorização e estrutura, precisamos estar organizados e mobilizados. Nada foi conquistado sem luta. E nada será mantido sem unidade. O Sinteam segue firme. Mas sindicato forte se faz com categoria presente”, diz outra publicação.
Denúncia à CGU
O sindicato informou ainda que esteve na superintendência da Controladoria-Geral da União (CGU) no Amazonas, na terça-feira, 3, para formalizar denúncias sobre a situação da rede estadual de ensino.
Entre os problemas relatados estão falta de merenda escolar, ausência de livros didáticos, insuficiência de cadeiras, salas sem ar-condicionado, carência de professores e infraestrutura precária em diversas unidades de ensino.
A CGU é responsável por fiscalizar a aplicação de recursos federais, como os repasses do Fundeb e outros programas da União destinados à educação. O órgão pode realizar auditorias, requisitar documentos e verificar possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos.
O sindicato também solicitou apuração sobre a contratação de uma empresa no valor aproximado de R$ 1,3 bilhão, realizada na modalidade de inexigibilidade, devido à dimensão do contrato e ao impacto no orçamento da educação.
O Portal Rios de Notícias entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (Seduc) e com a Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed), mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos.






