Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A família da amazonense Aylah Gabrielly de Sousa Oliveira, de 19 anos, confirmou na terça-feira, 2/8, que a jovem está presa em uma delegacia na cidade de Osaka, no Japão, após ser flagrada tentando entrar no país com drogas escondidas no sutiã. O caso ganhou repercussão nacional nesta semana.
Aylah havia sido dada como desaparecida por familiares desde o fim de julho e foi detida no Aeroporto Internacional de Haneda, em Tóquio, com 1,4 kg de cocaína líquida. O Portal RIOS DE NOTÍCIAS preparou um resumo sobre o desenrolar do caso.
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Vida em Manaus
Aylah Gabrielly é uma jovem amazonense que foi criada em ambiente religioso e mantinha forte vínculo com atividades da igreja, onde participava de apresentações de dança. De acordo com familiares, ela nunca havia se envolvido em práticas ilícitas e sempre teve uma vida pautada por valores cristãos.
Antes de ser presa no Japão, sua trajetória era associada a uma rotina simples, marcada pela fé e pela dedicação à família. Mãe de um menino de dois anos, atualmente sob os cuidados da avó materna, Aylah é descrita como uma jovem dedicada, cuja vida sofreu uma reviravolta inesperada após sua viagem.

Em entrevista ao Portal do Holanda, familiares ressaltaram que ela pode ter sido influenciada por “falsas promessas” feitas em redes sociais, destacando que sua história contrasta com o episódio que a levou à prisão.
Do desaparecimento à prisão
Aylah embarcou em 28 de julho, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, com destino a São Paulo. Aos familiares, disse que viajava para encontrar um namorado, sendo esta a segunda vez que fazia o trajeto com esse objetivo.
Depois de chegar à capital paulista e informar que estava em um hotel, a jovem parou de dar notícias. Dias depois, o rastreamento de seu celular apontou localização no Aeroporto de Kansai, em Osaka, mas não ficou esclarecido se ela foi transferida para o local após a prisão em Tóquio.

Como ocorreu a abordagem
Segundo a emissora japonesa TBS, Aylah viajou de Guarulhos com conexões em Adis Abeba (Etiópia) e Bangkok (Tailândia) até desembarcar em Tóquio. No aeroporto, ela foi questionada por oficiais da alfândega e alegou que pretendia fazer turismo.
A resposta gerou desconfiança, e sua bagagem foi inspecionada, mas nada encontrado. Um teste, no entanto, indicou vestígios de cocaína. Durante a revista pessoal, uma agente notou um volume anormal no sutiã da jovem, que afirmou se tratar de enchimento estético.
Após insistência, os policiais descobriram frascos escondidos com cocaína líquida avaliada em cerca de ¥35 milhões (aproximadamente R$ 1,29 milhão). A emissora divulgou toda a abordagem em uma reportagem também divulgada em suas redes sociais.
Estado de saúde e investigações
A família informou, por meio de nota, que Aylah chegou a ser internada em uma unidade hospitalar, mas seu estado de saúde é considerado estável. O contato com os parentes foi autorizado pela própria jovem, em ligação mediada pelo advogado que a representa no Japão.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou por meio de nota, que o desaparecimento da jovem segue sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo (PC-SP), já que foi nesse estado que ela foi vista pela última vez.
A Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops) declarou estar em contato com a polícia paulista e se colocou à disposição para colaborar. A reportagem também procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mas não obteve retorno .






