Letícia Rolim – Rios de Notícias
MANACAPURU (AM) – Com mais de 20 anos de tradição, o Festival de Cirandas de Manacapuru abre suas portas para a sua 25ª edição nesta sexta-feira, 1º/9. O evento é marcado por emoção, cultura, magia e paixão. O Cirandódromo do Parque do Ingá será o palco para as apresentações das agremiações locais.
A estimativa da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur) é que entre 50 a 60 mil pessoas visitem a cidade durante o fim de semana do festival, ansiosas para testemunhar as apresentações de um dos maiores eventos de ciranda do país. Os espetáculos, com início às 21h30, serão realizados ao longo de três noites, cada uma dedicada a uma agremiação: a Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional.
Com duração mínima de duas horas e máxima de duas horas e trinta minutos, as cirandas apresentarão um espetáculo musical e artístico com 14 itens, incluindo Apresentador, Princesa Cirandeira, Cirandeira Bela, Porta Cores, Cordão de Cirandeiros e outros, todos avaliados por uma comissão julgadora. A ansiedade pelo resultado será saciada no dia 4 de setembro, às 15h, quando a ciranda vencedora será anunciada no Cirandódromo.
No Festival, a competição é avaliada por uma comissão julgadora, que analisa diversos itens individuais e coletivos, buscando reconhecer a excelência das apresentações. Os itens individuais que concorrem a notas são: Cantador de Cirandas; Apresentador; Porta-Cores; Cirandeira Bela e Princesa Cirandeira.
Além desses, há também itens coletivos que são avaliados para enriquecer a análise: Cordão de Cirandeiros; Cordão de Entrada; Tocada ou Tocata da Ciranda; Alegorias; Fantasias de Destaques; Cirandada (letra e música); Harmonia Geral; Criatividade e Originalidade; Tema e Desenvolvimento.
Essa variedade de critérios garante que cada ciranda seja avaliada em sua totalidade, considerando não apenas as performances individuais, mas também a harmonia, a criatividade e a interpretação do tema escolhido. O resultado final reflete o comprometimento e a habilidade das agremiações em todos esses aspectos.

Guerreiros Mura

Os Guerreiros Mura, oriundos do bairro da Liberdade e com 30 anos de história, estão determinados a conquistar o título de campeões. Eles trazem consigo o tema “Urihi, Terra-Floresta”, um reflexo das riquezas naturais da região, e suas cores vermelha, azul e branca estão prontas para representar o grupo com garra e paixão.
“A nossa ciranda se preparou melhor que no ano passado. A gente está com tudo, com grandiosidade e não vem para brincar. Estamos com um tema indígena e, com certeza, concorrendo à vitória”, revela o presidente da ciranda, com 30 anos de existência, e que levará para arena o espetáculo “Urihi, Terra-Floresta”, nas cores vermelho, azul e branco”, disse o residente da ciranda Guerreiros Mura, Renato Teles.
Flor Matizada

Do outro lado, a pioneira Flor Matizada, que celebra 43 anos de existência. Suas cores, lilás e verde, refletem a beleza e a vivacidade das cirandas. Com o tema “Muricariuas”, a agremiação busca mais uma vez encantar o público com sua tradição e inovação.
“A Flor Matizada termina o ano e já começa a trabalhar no próximo tema. E nós temos um padrão e a nossa preocupação é manter este padrão, mas, neste ano, vamos elevar este padrão”, revela Vanessa Mendonça, presidente da ciranda Flor Matizada.
Tradicional

A Ciranda Tradicional, conhecida como “Majestosa” e originária do bairro Terra Preta, está pronta para defender seu título e conquistar o bicampeonato no Festival de Cirandas de Manacapuru. Com o tema “Eldorado Encantado”, a agremiação promete uma apresentação repleta de riquezas culturais.
O presidente da ciranda, Magal Pinheiro, expressou sua confiança no tema escolhido. “É um tema riquíssimo falar do Eldorado. Estamos apostando muito que este título vai para a Tradicional”, afirmou.
Origem do Festival
As raízes da ciranda em Manacapuru têm profundas conexões com a escola Nossa Senhora de Nazaré, onde os primeiros grupos de ciranda foram criados. Inicialmente, esses grupos eram concebidos como atrações para as celebrações do aniversário da cidade, em 16 de julho. No entanto, logo outras escolas seguiram o exemplo.
Entre essas escolas, destacam-se os Guerreiros Mura, vindos do bairro da Liberdade, com 30 anos de história, determinados a conquistar o título de campeões com o tema “Urihi, Terra-Floresta” e suas cores vibrantes: vermelha, azul e branca, representando a garra e paixão do grupo.
As cirandas Flor Matizada, da Escola Nossa Senhora de Nazaré, Guerreiros Mura, da Escola José Motta, e Tradicional, da Escola José Seffair, rapidamente cativaram grupos torcedores em toda a cidade.
Em 1997, devido a uma disputa política, a realização das Cirandas nas escolas foi desencorajada, levando a prefeitura da época a patrocinar o primeiro Festival de Ciranda de Manacapuru. Essas três escolas inauguraram o festival e, desde então, elas o mantêm vivo, agora com o envolvimento dos bairros que as adotaram como representantes de suas comunidades.






