Caio Silva – Rios de Notícias
MANICORÉ (AM) – Duas crianças foram vistas cantando em uma festa realizada em um bar, cercadas por adultos, no município de Manicoré, interior do Amazonas, na noite de domingo, 10/8.
Em imagens divulgadas nas redes sociais, as crianças aparecem cantando e dançando uma música considerada inapropriada para a faixa etária delas.
No vídeo, é possível ver a festa regada a bebidas alcoólicas, com muitos adultos presentes no bar do Cocota. A reportagem não conseguiu contato com o estabelecimento para comentar sobre o caso.
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De acordo com o artigo 74 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o poder público, por meio do órgão competente, deve regular as diversões e espetáculos públicos, informando sobre a natureza desses eventos, as faixas etárias recomendadas, além dos locais e horários em que sua realização seria inadequada.
“Os responsáveis pelas diversões e espetáculos públicos deverão afixar, em lugar visível e de fácil acesso, à entrada do local de exibição, informação destacada sobre a natureza do espetáculo e a faixa etária especificada no certificado de classificação”, determina a lei.
Adultização Infantil
O caso de Manicoré vem à tona em um momento em que a questão da adultização infantil ganhou grande destaque nas redes sociais, após a denúncia de Felca na última sexta-feira, 6, sobre a exploração e exposição de crianças e adolescentes na internet. O tema gerou debates sobre os limites éticos e os impactos negativos dessa prática no desenvolvimento infantil.
A adultização refere-se ao processo de antecipação do desenvolvimento das crianças, expondo-as a comportamentos e responsabilidades típicos de adultos, o que pode trazer consequências prejudiciais, como a perda da infância e a exposição precoce a conteúdos impróprios para a idade, como foi o caso visto no vídeo de Manicoré.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e com a Prefeitura de Manicoré para obter esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos citados.






