Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Durante entrevista ao quadro Jogo Limpo, da Rádio Rios FM 95,7, nesta sexta-feira, 27/3, o Delegado Costa e Silva (PL) subiu o tom ao comentar a recente mudança de domicílio eleitoral de Cabo Daciolo (Solidariedade) para o Amazonas, classificando o movimento como uma estratégia para dividir os votos da direita no estado.
Na mesma ocasião, Costa e Silva oficializou sua disposição em disputar a segunda vaga ao Senado Federal pelo Partido Liberal, que já possui o Capitão Alberto Neto como pré-candidato à primeira vaga.
Costa e Silva alertou o eleitor sobre o que chamou de “salvadores imediatos” e questionou a chegada repentina do político carioca no prazo final da janela eleitoral.
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Para o delegado, a entrada de Daciolo no cenário local não é um movimento isolado, mas uma tentativa de prejudicar nomes já consolidados da direita, como o do deputado Capitão Alberto Neto (PL) e da Professora Maria do Carmo (PL).
“Para quem tem uma certa experiência política e está do lado de cá, que não tem aqueles olhos simples de um eleitor, está muito claro, essa candidatura é uma candidatura laranja, na minha opinião, é uma candidatura que está vindo para tirar voto ou do Alberto, quando ele fala Senado, ou da Maria do Carmo, quando ele fala que pode vir a governador”, afirmou o delegado.
Peça no tabuleiro
O pré-candidato do PL argumentou que adversários políticos podem estar utilizando figuras externas para “fragilizar a direita amazonense”.
Segundo ele, a estratégia consiste em infiltrar nomes que parecem alinhados ao campo conservador para provocar uma divisão interna e beneficiar candidatura a esquerda.
Uso da Religião
O delegado ainda pediu cautela ao eleitorado religioso, mencionando o estilo performático de Daciolo.
“Quando eu vi o Daciolo lançando aí a sua pré-candidatura, ele fala Senado ou Câmara, ele usa até aquela expressão em línguas, ele fala lá, barabaxá, lá, não sei o quê. Então assim, aquilo ali é pra tentar convencer o eleitor evangélico, que a gente tem que tomar cuidado”, concluiu Costa e Silva.






