Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma confusão foi registrada durante a prisão de Antônio Márcio Silva de Castro, de 52 anos, nesta quinta-feira, 12/6, na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na zona Leste da cidade. Ele é suspeito de matar a tiros a ex-companheira Manuella Sabrina Barros Queirós e o atual namorado dela, Victor Hugo de Oliveira Flores.
O crime aconteceu no domingo, 8, no bairro Novo Aleixo, na zona Norte de Manaus. Apenas nesta quinta-feira, o homem se apresentou na delegacia. O suspeito era considerado foragido pela Polícia Civil.
Segundo a polícia, o crime foi planejado por Antônio e teria sido motivado por ciúmes. No momento do assassinato, duas crianças estavam na kitnet do casal, incluindo a filha de quatro anos de Manuella, fruto do relacionamento anterior com o suspeito. A menina ainda presenciou o crime.
Testemunhas contaram à polícia que um carro branco, modelo Argo, parou em frente à residência. Antônio teria descido do veículo e entrou no imóvel. Ainda de acordo com os relatos, houve uma discussão entre ele, Manuella e Victor momentos antes dos disparos.
Victor tentou fugir, mas foi baleado e morreu na varanda da casa. Manuella chegou a ser socorrida por vizinhos e levada ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
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Na chegada à especializada, houve confusão quando familiares das vítimas tentaram agredi-lo. Ele prestou depoimento e deve ser levado ao Fórum Henoch Reis para a audiência de custódia na tarde desta quinta.
Não aceitava o fim
A delegada Marília Campello, coordenadora do Núcleo de Combate ao Feminicídio (NCF), informou que Antônio não aceitava o fim do relacionamento com Manuella, que havia iniciado um namoro com Victor Hugo recentemente.
Campello também revelou que Manuella já denunciou o ex-companheiro em 2023 por ameaças de morte e solicitou medidas protetivas. No entanto, meses depois, ela pediu o cancelamento dessas medidas durante o processo.
“Não estou dizendo isso para culpar a vítima, pois ela nunca tem culpa. Mas é importante alertar outras mulheres: quando fizerem uma denúncia, não revoguem as medidas protetivas. Entendemos que há muita pressão, mas essas medidas podem evitar tragédias como essa“, afirmou a delegada.
Campello, que também é adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que Antônio Márcio Silva de Castro responderá por feminício da ex-companheira e homicídio Victor Hugo, onde ficará à disposição da Justiça.






