Iris Fontenele – Rios de Noticias
BRASIL – A influenciadora digital e escritora Amanda Karoline viralizou nas redes sociais ao compartilhar vídeos em que aparece usando tornozeleira eletrônica. Ela foi condenada a 20 anos de prisão pelo assassinato do marido, em 2016.
Após cumprir cinco anos e três meses em regime fechado, Amanda progrediu para o semiaberto, com monitoramento eletrônico, e atualmente está em regime aberto.
Durante o período em que esteve presa, Amanda começou a escrever sua história, incentivada por uma agente penitenciária.
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Desde então, passou a compartilhar sua trajetória nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde soma mais de 29 mil seguidores e já alcançou mais de 7 milhões de visualizações em apenas um mês. Seus vídeos, nos quais fala sobre o uso da tornozeleira e relembra o crime, geram engajamento e repercussão.
Histórico de violência e o crime
Em 2016, Amanda contratou um homem para executar seu marido, Rômulo Barbosa. O relacionamento entre os dois começou de forma precoce e conturbada: ela o conheceu aos 12 anos, quando ele — primo de seu pai — tinha 21. Aos 15, após os pais descobrirem o relacionamento, Amanda e Rômulo foram pressionados a se casar.
Segundo relatos da influenciadora, a violência começou já no primeiro mês de casamento, com agressões físicas, psicológicas e morais, que se intensificaram ao longo dos oito anos de relacionamento. Aos 18 anos, Amanda afirma ter sido vítima de abuso sexual, sendo forçada pelo marido a manter relações com outros homens.
“Não considero correto o que eu fiz. Não quero romantizar, mas é fácil a gente falar que se arrepende quando tudo já passou”, afirmou Amanda, em um dos vídeos publicados em seu perfil.
Críticas e novos projetos
Amanda transformou sua história em uma fonte de renda, oferecendo palestras e monetizando seu conteúdo online. A postura, no entanto, tem gerado críticas de parte do público, que vê nas ações da influenciadora uma possível glamorização do crime. Em resposta, ela afirma:
“As mulheres gostam de mim porque eu matei um homem abusador. Mas não faço apologia ao crime. Só matei porque estava desesperada”, defende.
Atualmente, Amanda planeja o lançamento de um segundo livro, no qual pretende relatar sua experiência no sistema prisional.












