Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – “A gente acreditava piamente que ainda ia ser homologado o concurso. Essa notícia da anulação meio que pegou a gente de surpresa”, disse Tiago Esashika, presidente da Comissão de aprovados no concurso da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que teve sua anulação confirmada nesta sexta-feira, 14/3.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recomendou esta medida devido a supostas irregularidades nos cargos de Procurador Legislativo e Médico. Entre as inconsistências apontadas, destacam-se o descumprimento de regras do edital e suspeitas de favorecimento. O presidente da CMM, vereador David Reis (Avante) optou pela anulação.
“Após a exposição dos fatos apresentados pelo Ministério Público de forma coletiva e o recebimento das recomendações, a Câmara tomou a decisão coletiva de anular o certame do ano passado”, declarou Reis em coletiva de imprensa.
O presidente ainda afirmou que uma das recomendações é que o novo concurso seja realizado em até seis meses.
Tiago Esashika aponta que, desde o início do processo, candidatos aprovados relatam dificuldades e tentativas frustradas de dialogar com a nova gestão da Câmara Municipal para garantir a homologação do certame. O concurso foi realizado durante a gestão do então presidente Caio André (União), que não conseguiu se reeleger.
“Nos bastidores da Câmara já havia previsões de que seu sucessor, David Reis, não homologaria o concurso. Ainda assim, a Comissão dos Aprovados buscou acreditar na institucionalidade do processo e tentou, sem sucesso, obter uma audiência com o gabinete da Presidência e a Diretoria Geral da CMM”, destaca uma nota publicada pelo grupo.
Conforme a categoria, a decisão de anular o concurso trouxe prejuízos imensuráveis aos candidatos aprovados. A medida promete desencadear uma batalha judicial, com a Comissão dos Aprovados buscando reverter a decisão e reivindicar na Justiça uma indenização por danos materiais e morais.






