Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) promete realizar um dos atos mais simbólicos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). Trata-se do “Porongaço”, uma mobilização marcada para a próxima quarta-feira, 13/11.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS neste domingo, 9/11, a vice-presidente do CNS, Letícia Moraes, destacou que o objetivo da ação é chamar atenção para a importância da floresta, das mulheres, da juventude e da economia do bem-viver, fortalecendo alianças globais em defesa do clima.
“O ‘Porongaço’ é um ato político, cultural e espiritual. Nosso propósito é levar a bandeira do CNS e dos povos da floresta, acendendo a luz da poronga — símbolo das comunidades extrativistas — para alertar o mundo”, explicou Letícia.
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O ato está programado para começar às 17h, com concentração no Santuário de Fátima, em Belém. De lá, os participantes devem seguir em marcha até o espaço oficial da COP30.
Segundo a vice-presidente, a manifestação será pacífica e coordenada pelo Conselho, com a expectativa de reunir cerca de mil lideranças extrativistas e apoiadores.

40 anos de luta e mensagem global
A participação do CNS na COP30 também celebra os 40 anos de fundação da entidade, criada por Chico Mendes e outros líderes seringueiros. Este ano, o movimento leva à conferência a campanha “A resposta somos nós”, em parceria com povos indígenas e organizações socioambientais.
“Queremos levar uma mensagem política e cobrar ações concretas dos chefes de Estado e tomadores de decisão para a Amazônia. A COP30 é uma oportunidade de reafirmar o papel dos povos da floresta na resposta à crise climática”, afirmou Letícia Moraes.
Ainda dentro da programação da COP, o CNS realiza nesta segunda-feira, 10, dia da abertura oficial do evento, o Encontro de Mulheres da Floresta, voltado à valorização do protagonismo feminino nas comunidades tradicionais.
Espaço Chico Mendes na COP30
Além do “Porongaço”, o CNS coordena o Espaço Chico Mendes e Fundação Banco do Brasil, inaugurado na última sexta-feira, 8, no Museu Paraense Emílio Goeldi, no bairro da Terra Firme. O local é aberto ao público, sem necessidade de credenciamento, e funciona como ponto de encontro e centro de debates durante a COP.
A programação inclui painéis, rodas de conversa e apresentações culturais. O evento de abertura foi o Encontro da Juventude Extrativista, que discutiu o legado de Chico Mendes e a transição entre gerações na defesa da Amazônia.






