Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A seis meses dos Jogos Olímpicos de Paris, previstos para o período de 24 de julho a 11 de agosto, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) projeta uma participação expressiva, com expectativa de até 330 atletas. A informação foi confirmada pelo presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira, em entrevista nesta sexta-feira, 26/1.
“A previsão da nossa área técnica é de que nós tenhamos pelo menos até 330 atletas. Em Tóquio, foram 301 participantes. Essa é uma previsão realista”, afirmou.
Do total de atletas esperados, 145 já garantiram a classificação para os Jogos Olímpicos, enquanto o restante continua no processo de disputa por vagas.
Teixeira destacou que todos os projetos para os jogos estão em fase final, a um mês da organização. A missão olímpica segue bem encaminhada, e apesar de algumas equipes ainda estarem em processo de classificação, isso não afeta a programação estabelecida.
Dentre as modalidades que devem se destacar, Teixeira mencionou aquelas que frequentemente figuram no pódio, como vôlei, judô, natação, atletismo e ginástica rítmica, esta última com sucesso recente. O COB mira superar o desempenho de Tóquio, onde conquistou 21 medalhas, baseando-se em resultados positivos em campeonatos mundiais ao longo do ano.
“Nós tivemos 13 modalidades com medalhas em Tokio. E o nosso objetivo sempre foi superar o anterior. Foi assim em relação ao Rio 2016, nos jogos panamericanos e também em relação a Lima. E eu não vejo outra possibilidade, baseado em parâmetros que nós estamos acompanhando ao longo desse ano”.
Para angariar recursos para apoio aos atletas, o presidente da COB explicou que há um esforço conjunto de diversas entidades, tais como loterias e patrocinadores privados, além do suporte do governo federal, forças armadas, clubes e bolsas como os programas Atleta e Pódio.
“Além disso, há um investimento muito alto do COB na preparação para os jogos olímpicos. Num ciclo olímpico, você tem aí, pelo meio, jogos sul-americanos, panamericanos e tem a preparação da equipe. Porque elas não chegam no dia ‘X’ prontos no aeroporto. Tem todo um processo de preparação, de classificação, onde o COB aporta para investir nos seus atletas”, explicou.
Em relação à estrutura para os atletas brasileiros em Paris, o COB investiu em uma base em Saint Ouen, nos arredores da cidade. Essa estrutura oferecerá suporte adicional aos atletas, incluindo espaço para treinamento, recuperação e distribuição de uniformes.
“Desde de 2019, estivemos em contato com algumas cidades, prefeituras e clubes em Paris, e definimos a cidade de Saint Ouen como base para nossos atletas, oferecendo logística e algumas facilidades na nossa base. Eles poderão fazer uma recuperação, treinamento, uma alimentação apropriada. Na vila tem tudo isso também, mas é um oferecimento de um conforto a mais. E ali também terá um espaço para a distribuição dos uniformes, que é uma operação gigantesca. A nossa área jurídica, o canal olímpico, o marketing, o encontro de fã e familiares, também estarão presentes nesse mesmo espaço”, acrescentou.
Modalidades promissoras
Teixeira destacou a ginástica rítmica e o tiro com arco como promissoras, ressaltando o crescimento notável dessas práticas nos últimos tempos.
Com relação às novas modalidades para Paris 2024, como breakdance e canoagem slalom extremo, Teixeira garantiu que haverá atletas. “No caso do breaking, por exemplo, eles entraram no período anterior e já vêm participando de eventos e processos classificatórios desde 2017. Depois disso, haverá uma avaliação pelo próprio Comitê Olímpico para confirmar se eles continuam no processo ou não. Então, eles estão nessas condições. Mas vão participar do processo classificatório, sim e dos Jogos de Paris. E depois, ver se vamos seguir com eles para 2028 em Los Angeles”.
O dirigente ainda mencionou a ginástica rítmica e o tiro com arco como promissoras, destacando o crescimento recente dessas práticas.
“É um fato constatado em resultados recentes na ginástica rítmica, que está vindo com muita força, desperta a atenção para nós. O tiro com arco também. Até bem pouco tempo não se tinha nem noticias sobre essa modalidade. E hoje você consegue visualizar uma possibilidade concreta de resultado em olimpíadas”, torceu.
Para Teixeira, modalidades como skate e surf já foram bem-sucedidas e que, embora seja uma novidade, o breakdance pode surpreender com talentos brasileiros.






