Depois de quase quatro décadas de caçadas interplanetárias, a franquia Predador ganha um novo fôlego com Predador: Terras Selvagens, que estreia nesta quinta-feira, 6/11, nos cinemas. O longa chega com o peso de ser mais um blockbuster de ação em meio a tantos outros, mas o que o diferencia é justamente a liberdade criativa que o diretor imprime sobre uma fórmula já conhecida.
Desta vez, o Predador é o protagonista. A partir disso, a narrativa se constrói da perspectiva da criatura, oferecendo um olhar inédito sobre sua cultura, sua honra e seus códigos de caça. O resultado é uma experiência curiosamente empática, que expande o universo.
O diretor Dan Trachtenberg sabe brincar com as possibilidades que esse universo oferece. As Terras Selvagens do título são não apenas o cenário físico — uma floresta densa, viva e brutal —, mas também o terreno simbólico onde o filme experimenta. Há espaço para momentos de pura tensão, cenas de ação engenhosas e até uma pitada de humor, tudo embalado em um ritmo ágil e envolvente.
Mesmo cumprindo as convenções esperadas de um blockbuster — explosões, confrontos coreografados e um clímax de tirar o fôlego —, Predador: Terras Selvagens não se contenta em apenas repetir o passado.
No fim, é um filme que diverte e surpreende. Predador: Terras Selvagens não tenta reinventar o cinema de ação, mas entende que até as fórmulas mais antigas podem render algo vibrante quando tratadas com imaginação e respeito. O resultado é um espetáculo brutal, criativo e, sobretudo, vivo — como deve ser toda boa caçada.