Não foi tu que escreveu, maninho, foi a IA. E aí, como cobrar daquele aluno esperto quando até os professores já entregam as questões desenhadas por um robô? Será que o futuro profissional vai ser só um reprodutor preguiçoso do conhecimento alheio ou um pensador de verdade?
Já tem universitário usando IA para fazer trabalhos, enquanto professores recorrem à mesma ferramenta para criar provas. Até onde essa comodidade vai nos levar? Será que a inteligência artificial vai dominar tudo, da redação acadêmica às cirurgias nos hospitais? Ou pior, projetar aviões que nunca vão sair do chão porque o algoritmo simplesmente não entendeu o básico do voo?
Nos corredores das universidades e laboratórios, a revolução da IA já é um fato consumado, não uma promessa futurista. O problema é que, enquanto a tecnologia avança às vezes literalmente a ética e a responsabilidade permanecem paradas no solo.
Pesquisas apontam que 94% dos trabalhos feitos por IA passam despercebidos pelos professores e até grandes instituições debatem às pressas como lidar com esse fenômeno, mas já é tarde demais para negar o uso dessas ferramentas.
A pergunta que fica, com aquele toque de ironia, é, se a própria academia usa IA para elaborar provas, qual critério resta para distinguir o “pensamento próprio” do “copia e cola”. E como esperar que o engenheiro que projetou o avião entenda verdadeiramente seu projeto se um algoritmo é quem manda no jogo?
Não é só sobre educação, é sobre o futuro. Quando a IA começa a criar conhecimento, gerenciar processos complexos e até substituir profissionais em áreas de alto risco, a linha que separa o humano da máquina fica borrada. Será que o médico que “aprendeu” com o ChatGPT vai salvar vidas ou causar um desastre? E o engenheiro que não entende se sua criação vai voar ou despencar? Parece roteiro de filme de ficção científica, mas é uma realidade pulsante que não pode ser ignorada.
A grande questão que não quer calar é, será que vamos embarcar confiantes naquela aeronave ou ficar na pista assistindo ela simplesmente não decolar?
No fim das contas, não adianta tapar o sol com a peneira tecnológica. A pergunta fundamental é quem vai pilotar esse futuro dominado por algoritmos.
Será o profissional autêntico e pensante ou um fantoche da IA? A resposta está em reconhecer que, apesar do brilho das máquinas, a essência humana, o pensamento crítico, a ética e a responsabilidade, não pode ser terceirizada. Se deixarmos de lado isso, o próximo desastre pode estar a um clique de distância e, quando isso acontecer, não vai adiantar chorar.
A conta, meu amigo, vai chegar.






