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IAgora, o que AInda vem por AÍ?

Reflexões de um humano diante do impacto das IAs

Sim, este artigo é sobre Inteligências Artificiais, as chamadas IAs (em inglês, AI, Artificial Inteligence). Por isso, perdoem os trocadilhos com os As e Is usados por este jornalista como uma forma de mostrar que o texto foi escrito por um humano, inspirado em três exemplos recentes e consultando outros humanos para refletir sobre esse “novo” momento. As IAs vieram para ficar, mas não quer dizer que nós precisemos sair.

“Transforme esta foto em desenho”: esse, provavelmente, foi o “prompt” (comando) mais usado nos últimos dias de março de 2025 no Chat GPT, “flodando” (enchendo) não apenas a plataforma de IA, mas as redes socIAis. Também entrei na “trend” (modinha), como se vê, contrariando o conselho da minha mãe de que não sou todo mundo. Mas no mundo de bits e IAs, não se nada contra a correnteza.

Dos muitos relatos que vi sobre isso, dois me chamaram atenção e nem vou entrar no mérito envolvendo um estúdio de animação. O primeiro, do Casarão de Ideias, que entrou na trend, mas depois voltou atrás. “O Centro Cultural Casarão de Ideias acreditando na importância da escuta e da reflexão, vem informar que a Imagem em lA foi retirada do ar. Pensando nisso, vamos desenvolver, coletivamente, um seminário para ampliarmos essas questões com profissionais que venham contribuir”, diz o post, elogiado.

Outro, nesse contexto da mesma trend, é o da Jesua Maia. Claro que pedi dela autorização para trazer a vocês. Ela diz que um dia pediu a um ilustrador uma charge/caricatura: “lembro dele olhar pra mim e sorrir. Ele nunca fez. Acho que deve ter achado que eu fosse me achar feia ao ser retratada, mal sabe ele que eu nunca fui rival do espelho”. E completa: “que bom que hoje eu posso ter meu próprio rabisco, ainda que ele traga as imperfeições estéticas, ainda sou eu refletida aí, e num dia bem feliz por sinal!”.

CidadanIA: com o perdão mais uma vez pelo trocadilho, o partido que leva esse nome resolveu que todos os “cidadãos” que aparecerIAm em sua propaganda política serIAm gerados por IA. Resultado? Vou responder essa com alguns dos comentários deixados no vídeo postado no YouTube: “vergonhoso exigir cidadania com pessoas que não existem”; “Eu vivi pra ver uma lA pedir ‘cidadania’ e um emprego digno. Kkkk”; e “Cidadania sem Cidadãos”. Seria isso uma tendência nas próximas campanhas?

“Sobre os vídeos do Cidadania, se foram divulgados por um partido político, como que o Tribunal (Superior Eleitoral) não exige que seja colocado um carimbo de que foram feitos assim. Todo movimento de um partido político é uma campanha com fins eleitorais. Tudo que é feito pode ser usado para o bem e para o mal, por isso precisa regulamentar. E a Inteligência Artificial não age por si só. É alguém que determina que ela faça. E esse alguém é, absolutamente, responsável por aquilo que seja feito. E quem determinar que ela faça, tem que responder por isso”, disse o comentarista político, Diogo da Luz.

AquI. É o título do filme que reúne, 30 anos depois do clássico “Forrest Gump”, o trio Robert Zemeckis (direção) e os atores Tom Hanks e Robin Wright. No longa, os dois protagonistas surgem ‘AIdolescentes’ (me perdoem de novo!). É estranhamente convincente ver um ator de 67 anos interpretar a si mesmo com a aparência de 18, graças a uma IA. Não é exatamente uma novidade, mas é de assustar: em outros tempos, um sósia jovem de carne e osso estaria no lugar desse outro sósIA (Não resisti de novo!).

“Para mim, isso mostra que a gente – população – está muito mais interessada em pertencer a uma conversa, em participar de uma trend, do que de fato entender o impacto dessas ferramentas e conversar sobre isso. Junto com todo o hype, mais importante é debater os dilemas éticos, cognitivos e criativos. O Brasil foi eleito um dos países mais criativos do mundo e precisa liderar essa discussão. IA não vem substituir pensamento, mas ela pode potencializar ou atrofiar aquilo que já se sabe, dependendo de quem usa”, avaliou a jornalista e especialista em IA, Laize Minnelli.

Claro que não perderia a chance de consultar a própria IA sobre tudo isso. E a resposta até surpreende: “A IA é uma ferramenta poderosa — não é boa nem má por si só. Seu impacto depende de como a sociedade a escolhe usar, regular e adaptar. O grande desafio está em criar políticas públicas, leis e uma cultura ética que acompanhem o avanço tecnológico. A humanidade tem a chance de usar a IA para ampliar o bem-estar coletivo, reduzir desigualdades e resolver problemas complexos — mas isso exige consciência crítica e participação ativa de todos”.

Fico nesses exemplos e sinto muito lhe dizer, nobre internauta que me lê, sem muitas conclusões, mas com algumas reflexões: a primeira é que tecnologias sempre mudaram e moldaram – com debates, resistências e aceitação – indivíduos e sociedades em suas épocas; a segunda é que as IAs já são parte de nossa realidade, trazendo ao presente o que antes só se via em filmes de ficção. Terceiro, sem que seja o último, é preciso cuidado e adaptação. Essas “novas” tecnologIAs são coadjuvantes no cotidiano. A inteligência natural, essa sim, com complexidades e bilhões de anos de evolução, é protagonista.

A propósito, antes que me cancelem por uso de IA em vez de um designer nesta produção, toda ela foi supervisionada e finalizada pelo talentoso e competente Abraão Torres, com uso de IA, claro. É sobre isso. ParcerIA. “Como designer, toda essa repercussão em torno das IAs generativas soam um tanto alarmistas. As mudanças estão aí, não há como evitá-las, e isso tudo vai bem mais além do que criar ilustrações inspiradas em estúdios famosos. A pergunta que fica é se realmente as IAs estão afetando a nossa profissão ou isso é apenas uma desculpa repetida aos quatro ventos. Os profissionais precisam entender que eles são a mente criativa por trás dos prompts e tornar as IAs aliadas da criatividade é primordial”.

(Arte: Abraão Torres/ Rios de Notícias)

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