O sete de abril é o Dia do Jornalista. Esse profissional que pensa, apura, escreve, organiza e entrega notícias e conteúdos informativos diariamente também tem uma data para chamar de sua. É justo, creio, que aquela frase clichê seja cada vez mais apropriada: “jornalista, hoje a pauta é você”.
Primeiro é preciso deixar claro: no jornalismo, a pauta é um planejamento para a execução de uma reportagem, uma espécie de guia sobre como, quando e onde fazer, o que e quem consultar. Logo, é comum ouvir que “a pauta do dia é…”, como hoje, a do fazer jornalístico.
E é preciso falar sobre isso sim. Aos meus alunos e colegas de profissão, há algum tempo digo que o jornalismo fala muito sobre tudo e não tanto quanto deveria de si mesmo. Isso parece estar mudando, principalmente da pandemia para cá, quando ficou clara a importância da atuação correta desse profissional.
Esse profissional resiste e insiste em tentar fazer sua parte de deixar na história o registro correto de acontecimentos cotidianos, mesmo diante de uma onda cada vez mais crescente de desinformação disfarçada de manchetes – que convencionou-se chamar “fake news” – e de um certo descrédito de parte da sociedade.
No mundo ideal para uma sociedade democrática, o jornalismo é um dos pilares que fortalecem a democracia, abastecendo-a com informações que se transformam em pontos de ação e reação, determinando rumos de governos a partir de cidadãos vigilantes de seus direitos.
No mundo ideal para regimes autoritários, o “jornalismo” (essas aspas são necessárias porque não é esse o sentido que se pretende dar) não passa de reproduções de comunicados oficiais de quem está no poder, mantendo a população alheia a qualquer ato ilícito ou de risco.
Jornalismo, prezado leitor, como também tenho dito aos meus alunos e colegas de profissão, é dar voz aos que precisam serem ouvidos e buscar as vozes dos que precisam prestar contas. Jornalismo é pensar, divulgar e defender a utilidade pública das informações apuradas.
Como humanos, claro, erramos e também enfrentamos determinados vieses sociais, políticos e econômicos. No entanto, me perdoem o pretensiosismo, hoje – no 7/4 e nos demais dias – somos (nós, jornalistas) a pauta porque levamos a vocês as pautas – das mais simples as mais complexas – transformadas em notas, boletins, reportagens, entrevistas, comentários, crônicas, documentários e afins. E isso é desafiador, mas igualmente gratificante.