‘Anaconda’ é o tipo de filme que abraça o ridículo sem timidez. O maior indicativo disso é o elenco, já que escalar Jack Black (Jumanji) como o co-protagonista da história escancara que a ideia é abrir espaço para os elementos mais exagerados presentes no roteiro.
Ao lado de Jack Black, completando a dupla protagonista do filme, está Paul Rudd (Homem-Formiga). Na história, os dois interpretam amigos de infância apaixonados por cinema que vivem em frustração com a estagnação de suas vidas. Black é Doug, um cineasta que ficou preso a vídeos de casamento e Rudd dá vida a Griffin, um ator que só consegue papéis monossilábicos em séries de televisão.
Quando Griffin reúne o grupo de infância que costumava fazer filmes caseiros e, inesperadamente, anuncia que conseguiu os direitos para fazer um remake de ‘Anaconda’ (1987), eles saem em uma aventura perigosa pela Amazônia onde acabam encontrando a cobra verdadeira.
Em terras brasileiras, é onde Selton Mello dá as caras. Como era de se esperar, Selton é um dos grandes destaques do filme, interpretando o manipulador de cobras Carlos Santiago. A habilidade do ator em incorporar personagens simpáticos e engraçados faz com que ele naturalmente entre na dinâmica do restante do elenco.
Ao contrário do ‘Anaconda’ original, o longa se abre para a comédia e extrai o humor do absurdo. Dessa forma fazendo com que a experiência geral seja de mais diversão e menos “puxa, que ridículo”.
No entanto, ainda há momentos que diminuem o valor da experiência. Entre eles, destaco a forma desengonçada como a trama paralela que dá início ao filme é amarrada à trama principal. Por mais que renda alguns momentos de ação, no geral, me pareceu a parte mais descartável do longa.
Em resumo, ‘Anaconda’ (2025) é exatamente como um filme estrelado por Jack Black costuma ser: maluco, absurdo, às vezes desajeitado, mas sempre engraçado.