Redação Rios
MANAUS (AM) – A cirurgia robótica chegou ao Brasil em 2008, tornando possível cerca de 17 mil operações, que foram realizadas nos dez primeiros anos graças a tecnologia no país.
O procedimento é um grande aliado de muitos profissionais de saúde por melhorar a eficiência no tratamento de pacientes e reduzir os custos financeiros de ambos.
Técnica considerada minimamente invasiva, o que significa que são necessárias menos incisões e menos danos aos tecidos, uma vez que o cirurgião tem mais controle sobre os movimentos do robô cirurgião, que pode entregar um resultado menos dolorido ao paciente e tempo de recuperação mais curto.
O médico cirurgião Fernando de Barros revela o diferencial ao utilizar a tecnologia como aliada.
“O grande diferencial é que a plataforma permite uma visualização em 3D e em alta definição, com aumento significativo da imagem e o acesso a espaços de difícil intervenção. Para casos oncológicos, por exemplo, o robô possibilita avaliar a vascularização de tecidos e órgãos, além de rastrear linfonodos que podem estar comprometidos por possível disseminação da doença”, afirma Barros.
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Menor custo
No ano passado, somente a empresa americana Intuitive, representada no Brasil pela Strattner, fornecia robôs para o mercado hospitalar brasileiro, com a linha de equipamentos Da Vinci. Entre o ano passado e este ano, dois novos tipos de robô chegaram ao mercado brasileiro: o Versius, da britânica CMR Surgical, e o Hugo, da americana Medtronic.
Segundo hospitais que oferecem a técnica, o aumento da concorrência está permitindo redução de 30% a 50% no custo do procedimento para o paciente e deverá ampliar o número de estabelecimentos de saúde que realizam operações com auxílio de robô.

E claro, não há como negar, que todo esse aparato lembra o universo dos filmes de ficção científica, e cada vez mais se torna uma realidade em hospitais brasileiros, inclusive alguns da rede pública. O Brasil é hoje o país da américa latina que mais tem robôs desse tipo em salas de cirurgia. São cerca de 40 deles, que devem realizar mais de oito mil cirurgias robóticas até o fim do ano.
*Com informações da Agência Estado






