Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A forte chuva que atingiu Manaus nesta quinta-feira, 19/3, resultou em 49 ocorrências registradas pela Defesa Civil do município. As demandas foram recebidas por meio do Disque 199, canal que funciona 24 horas, e encaminhadas às equipes de campo da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), responsável pelo atendimento nas áreas afetadas.
Entre as ocorrências, foram contabilizados alagamentos em todas as zonas da cidade, além de registros de desabamentos, riscos estruturais, deslizamentos e problemas em bueiros. A zona Leste concentrou o maior número de chamados, com 14 alagamentos, dois desabamentos, um risco de desabamento, um deslizamento e uma solicitação de vistoria.
Na zona Norte, foram seis alagamentos e um bueiro danificado. Já na zona Oeste, houve sete alagamentos, dois riscos de desabamento e duas solicitações de vistoria. As zonas Sul, Centro-Sul e Centro-Oeste também registraram ocorrências, incluindo erosão, deslizamento e pontos de alagamento.
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam volumes expressivos de chuva em diferentes áreas da capital. O igarapé do Quarenta, na zona Sul, liderou o índice pluviométrico, com 85,2 milímetros, seguido pelo bairro Puraquequara, na zona Leste, com 75,1 milímetros. Outros bairros, como Santa Etelvina, Cidade de Deus e Jorge Teixeira, também registraram altos volumes de precipitação.
Além dos transtornos em vias públicas, a chuva também afetou a rotina escolar. A Escola Municipal Davison Pereira, no bairro Tancredo Neves, zona Leste, foi tomada pela água. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram corredores alagados, salas com acúmulo de água e servidores com os pés molhados durante o expediente. Em uma das gravações, alunos aparecem em fila enfrentando o piso molhado para acessar as salas de aula.
As imagens ainda indicam que a água teria invadido a unidade a partir da área externa, possivelmente devido ao grande volume de chuva aliado a falhas na drenagem. Funcionários da escola tentaram conter a entrada de água e minimizar os prejuízos causados pela ocorrência.






