Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal que tem acompanhado como está a seca em vários estados do país, incluindo o Amazonas.
Na segunda quinzena deste mês de julho, foi lançado o perfil @cemaden.secas para publicação dos dados sobre o monitoramento de secas com uma linguagem acessível ao público em geral, além de divulgação dos resultados de pesquisas na área feitas pelos pesquisadores do Centro.
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Um dos primeiros posts divulgados explicou os vários tipos de seca e o efeito dominó que desencadeia impactos em cascata, afetando um número significativo de pessoas e causando prejuízos socioeconômicos em diferentes setores. São elas: A seca meteorológica, seca agrícola, seca hidrológica, seca socioeconômica e a seca ecológica.
Após a seca meteorológica propriamente dita, instala-se a seca agrícola, que afeta a produção agrícola e traz impactos na economia e na segurança alimentar.
A seca hidrológica (impactos nos rios, lagos e represas) vem em seguida, reduzindo a disponibilidade de água para consumo humano e outras necessidades. Já de acordo com o Cemaden, a seca socioeconômica, por sua vez, está ligada aos impactos das diferentes tipologias de estiagens, que muitas vezes leva ao aumento dos preços dos produtos, por conta da falta de água e de alimentos.
O custo da energia elétrica também pode subir, uma vez que 69,1% da nossa energia provém de fonte hidráulica. Além disso, a seca pode ter consequências na saúde emocional das pessoas afetadas, causando estresse, ansiedade e, finalmente, a seca ecológica, que se refere à ausência ou escassez de água em ecossistemas naturais, afetando tanto a flora quanto a fauna local de maneira significativa.


Seca severa no Norte
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, a seca severa continua causando impactos na região Norte do país. Dados divulgados no dia, 19/7, mostravam que em nove municípios do Amazonas e dois no Acre, mais de 75% das famílias vivem com renda abaixo de R$218,00 e enfrentam a condição de seca severa.
Essa combinação agrava a vulnerabilidade dessas populações. “A falta de chuva compromete a produção de alimentos, aumenta a insegurança alimentar e intensifica a vulnerabilidade social. Além disso, a seca tem causado o isolamento de comunidades e problemas de abastecimento de insumos nos municípios afetados. É crucial agir para proteger essas comunidades”, destacou o Cemaden em sua rede social.






