Redação Rios
MANAUS (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) recebeu na manhã desta segunda-feira, 24/2, uma operação da Polícia Federal. Buscas estariam sendo realizadas no gabinete do desembargador Elci Simões, afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assim como o juiz Jean Pimentel, na última sexta-feira, 21.
Ambos são suspeitos de serem responsáveis por decisões que causaram um prejuízo temporário de cerca de R$ 150 milhões aos cofres da Eletrobras. A fraude, que envolveu uma tentativa de cobrança indevida de valores antigos da companhia, está sendo investigada pelas autoridades.
Agentes da PF e do CNJ estiveram por volta das 8h na sede do TJAM para apurar quaisquer provas das irregularidades que possam existir no local. Conforme a determinação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Corregedor Nacional de Justiça, Mauro Campbell, os magistrados estão proibidos de acessar seus gabinetes.
Relembre o caso
Segundo a decisão ao qual o Portal RIOS DE NOTÍCIAS teve acesso, um homem identificado como Bruno Eduardo Thomé de Souza entrou na Justiça reivindicando R$ 150 milhões da Eletrobras, alegando que tinha direito ao valor por meio de títulos antigos da empresa. Para sustentar sua demanda, ele contratou advogados e um perito.

A Eletrobras, por sua vez, contestou a ação, argumentando que os títulos estavam fora de validade e que a cobrança do montante seria uma tentativa de fraude. No entanto, o juiz Jean Pimentel, atuando em Presidente Figueiredo, decidiu a favor de Bruno, determinando que a Eletrobras pagasse os valores exigidos.
A companhia recorreu da decisão ao TJAM e o caso foi direcionado ao desembargador Elci Simões, que conduziu o processo de forma “aceleradíssima”, inicialmente, optando por não autorizar o pagamento a Bruno Thomé. No entanto, pouco tempo depois, o magistrado determinou a efetivação do pagamento.
Em sua decisão, Mauro Campbell enfatizou que a “expedição de alvarás de levantamento de mais de R$ 150 milhões” ocorreu sem as devidas precauções, reconhecendo que “não foram adotadas medidas oportunas para mitigar os riscos”.
O riosdenoticias.com.br solicitou mais detalhes da Polícia Federal e do TJAM, em torno da operação policial realizada na manhã desta segunda-feira, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.






