Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os pais do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, lembram com dor o que ele jamais pôde comemorar: a formatura do ABC. O filho celebraria esta conquista no último sábado, 6/11, momento pelo qual a família aguardava ansiosamente antes de este sonho ser interrompido por erro médico.
“Hoje seria o dia da sua colação e formatura do ABC. Estávamos muito ansiosos para esse momento. Um ano de muito aprendizado na escolinha. Um ano que ficará marcado para sempre em nossas vidas. Ele estaria muito feliz hoje ao lado de seus amigos. Te amamos muito eu e seu pai”, escreveu a mãe nas redes sociais.
Benício foi levado ao Hospital Santa Júlia no fim de semana de 22 para 23 de novembro deste ano, com tosse seca e quadro suspeito de laringite. Os pais Joyce Xavier e Bruno Freitas relata que a médica de plantão, Juliana Brasil, prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina endovenosa.
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Apesar de questionarem a via de administração, os pais dizem que a técnica de enfermagem, Raiza Bentes, aplicou a medicação conforme prescrito. Pouco depois da primeira dose, a criança apresentou reação grave, foi entubada, transferida para a UTI e sofreu seis paradas cardíacas, não resistindo à última.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). A médica e a técnica de enfermagem foram ouvidas e afastadas de suas funções. Em paralelo, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) instaurou processo ético para apurar a conduta profissional.
A família pede responsabilização dos envolvidos e reforça o apelo por revisão de protocolos médicos que, segundo eles, falharam no atendimento de uma criança levada ao hospital com sintomas leves e que nunca deveria ter sido submetida a uma dose de adrenalina equivalente à descrita.






