Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), afirmou nesta quinta-feira, 4/12, que a morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, segue quatro linhas de investigação.
A médica Juliana Brasil e a técnica de enfermagem Raíza Bentes, envolvidas no caso, ficaram frente a frente durante uma acareação como parte do inquérito. Segundo o delegado, a primeira linha aponta a responsabilidade da médica, que prescreveu o medicamento adrenalina por via intravenosa.
A segunda linha trata da responsabilização da técnica de enfermagem, por realizar a aplicação. A terceira linha investiga o Hospital Santa Júlia, onde Benício estava internado.
Já a quarta, recentemente acrescentada, considera a possibilidade de que tenha ocorrido um erro no momento da intubação da vítima, procedimento que envolve a inserção de um tubo flexível pela boca ou nariz em direção à traqueia.
“A quarta é uma linha de investigação que até então não havia sido revelada por nós, que é a possibilidade do Benício ter sido vítima de um erro no momento da sua intubação. Agora foram trazidos novos elementos nesse sentido, e a Polícia Civil vai investigar também essa possibilidade”, disse o delegado.
Leia mais: Caso Benício: versões de médica e técnica de enfermagem são confrontadas em acareação
O delegado reforça que as apurações continuam analisando registros médicos e demais materiais técnicos para determinar as responsabilidades no atendimento que resultou na morte da criança.
“Desde o início, foi deixado claro que todas as possibilidades em relação à morte do Benício seriam investigadas, e nós seguimos investigando, com todas as perícias e todos os elementos de prova, a responsabilidade de todos que eventualmente tenham contribuído para a morte do Benício”, declarou ele.
A criança recebeu uma alta dose de adrenalina na veia durante atendimento no dia 23 de novembro. O menino teria sofrido seis paradas cardíacas antes de falecer após o erro médico.












