Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após as alegações finais dos réus Jussana Machado e Raimundo Nonato Machado, na última sexta-feira, 19/4, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) poderá decidir se o casal será levado a júri popular ou não.
O Ministério Público do Amazonas (MP/AM) solicitou o julgamento popular após o incidente em que o casal agrediu uma babá e atirou contra um advogado em agosto de 2023, em um condomínio no bairro Ponta Negra, zona Oeste de Manaus.
A defesa do casal, representada por Arthur Pontes, argumentou que a briga não foi motivada por preconceito nem perseguição, mas por “uma desavença prévia existente entre as partes”, pois Cláudia (vítima) fazia fofocas de Jussana nas dependências do condomínio. Além disso, Pontes alegou que a intenção do casal não era matar, mas lesionar.
“Durante toda a confusão, o acusado Nonato esteve armado. Quando a vítima Ygor aparece, ele poderia muito bem dar quantos tiros quisesse, mas o que ele faz? Entrega a arma para a esposa e se engaja numa luta corporal, justamente porque o ânimo é de lesionar. Se o acusado tivesse a intenção de matar a vítima, não teria entregado sua arma de fogo à esposa, conforme reconheceu a autoridade policial”, defendeu o advogado.
Relembre
Em agosto de 2023, um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o ex-investigador Nonato entregando sua arma à esposa, que posteriormente disparou contra o advogado Ygor de Menezes Colares e agrediu a babá, Cláudia Gonzaga, durante um confronto.
A briga teve início quando a babá da vítima passou pelo casal na saída do elevador do condomínio Life, resultando em agressões verbais e físicas.
O advogado Ygor de Menezes Colares tentou intervir na situação, mas acabou sendo atingido na panturrilha esquerda pelo disparo feito pela esposa do policial.
Raimundo Nonato Machado já havia sido demitido da Polícia Civil em 2010 e seu histórico de atritos com vizinhos também foi mencionado.






