Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Adailton Cruz de Souza, de 35 anos, e Daiane dos Santos Vicente da Silva, de 33, foram apresentados na manhã desta sexta-feira, 11/7, no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), como suspeitos de integrar um esquema criminoso responsável por pelo menos 12 abortos clandestinos cometidos nos últimos dois meses em Manaus.
Segundo o delegado titular do 1º DIP, Cícero Túlio, o casal foi preso em flagrante na tarde da última quinta-feira, 10, quando se preparava para realizar mais um procedimento ilegal em uma mulher, no bairro Praça 14 de Janeiro, zona sul da capital.
“As equipes se deslocaram até o local onde a mulher chegaria, portando pílulas abortivas e outros materiais usados na prática do aborto clandestino. Quando ela se aproximou do local onde realizaria o procedimento, conseguimos fazer a abordagem e encontramos com ela diversos comprimidos usados nesse tipo de prática”, explicou o delegado.
Homem guardava medicamentos e mantinha contato com as vítimas
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que Adailton, marido de Daiane, seria o responsável por armazenar os medicamentos abortivos em sua residência. Ele também fazia contato com as gestantes interessadas nos procedimentos.
“Com o desdobramento da diligência, conseguimos identificar que o esposo dela estava em posse de mais pílulas abortivas em sua casa e que ele mantinha contato direto com as vítimas, utilizando um telefone que ficava sob seu controle”, informou Cícero Túlio.
Daiane acompanhava as gestantes e orientava o uso dos remédios
Após as negociações feitas por Adailton, era Daiane quem entregava os medicamentos às gestantes e, segundo a polícia, oferecia uma espécie de orientação sobre como proceder durante o aborto.
“Ele mantinha as negociações com pessoas interessadas em adquirir as pílulas e revendia o material. Posteriormente, a esposa fazia a entrega e, inclusive, prestava um tipo de consultoria no momento em que a mulher decidia interromper a gestação”, detalhou o delegado.
Esquema era anunciado na internet
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o casal utilizava plataformas de comércio eletrônico para divulgar os serviços ilegais. O valor cobrado por cada procedimento podia chegar a R$ 1,6 mil, dependendo do caso.
As investigações seguem para identificar outras possíveis vítimas e eventuais cúmplices no esquema.






