Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma dúvida interessante para quem tem cão e gato surgiu em meio ao aumento de casos da dengue no Estado do Amazonas. A preocupação pertinente de muitos tutores é se o vírus da dengue pode comprometer a saúde dos pets, e se eles correm o risco de contrair a doença.
Em busca de sanar a questão que aflige muitas pessoas nesse momento de alta nos casos da dengue, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com a médica veterinária da Casa Fametro, Marina Brolio, que ressaltou para quem tem cão e gato, que o vírus da dengue não reconhece as células animais.

“O vírus da dengue não reconhece as proteínas do organismo dos cães e gatos. Mesmo que o mosquito com dengue pique um animal, ele não desenvolverá a doença, pois o vírus não irá se multiplicar, não vai sobreviver na célula porque não é célula humana”, explica a médica veterinária.
A especialista afirma que a dengue é um vírus antropofílico, ou seja, não reconhece os receptores das células animais, dessa forma, ele não consegue se replicar e multiplicar no organismo de cães e gatos, pois prefere se alimentar de tecidos humanos.
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No entanto, a especialista alerta que há uma doença chamada dirofilariose, transmitida do mosquito Aedes Aegypti, e sendo passada para cães e gatos, onde ela se aloja no coração, pulmão e grandes vasos sanguíneos.
“Se não tratada, a dirofilariose pode trazer vários e graves sintomas aos animais. Os sintomas variam como tosse persistente, dificuldade para respirar, perda de peso, cansaço fácil e intolerância ao exercício”, aponta Marina.
A médica veterinária explica que a doença conhecida popularmente como “verme do coração“, presente em cães, é uma patologia parasitária que migra para o órgão provocando coágulos.
Marina também fala que por muitos anos a doença não era mais descrita no Amazonas, sendo mais comumente em regiões litorâneas, porém, com a migração de animais portadores da doença para o Estado, muitos casos foram registrados nos últimos meses.
“A doença acomete mais cães que moram em regiões litorâneas. Então por muitos anos a gente falava que os animais no Amazonas não poderiam ter dirofilariose, porém com as últimas mudanças climáticas, gente tem visto cada vez mais casos de dengue em áreas que não são apenas litorâneas”
Tratamento
A médica veterinária Marina Brólio destaca que a doença pode ser facilmente tratada e prevenida por meio da vermifugação regular e através do uso de coleiras repelentes, utilizadas tanto para combater e controlar pulgas e carrapatos, como também repelir insetos como o mosquito Aedes Aegypti e outros.
“É importante frisar que existem muitas coleiras repelentes no mercado, específicas, principalmente para cães, para repelir picada de inseto, moscas, mosquitos, pernilongos, e em geral. Dependendo da região que o animal morar, é bastante interessante o tutor investir nessa coleira repelente. São produtos muito bons, de laboratórios bons, não costumam ter cheiro forte”, aconselha.






