Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva (PSD), confirmou na manhã desta terça-feira, 13/1, durante entrevista a um programa de TV local, que deixará o cargo nos próximos meses para disputar as eleições deste ano. A saída deve ocorrer dentro do prazo legal de desincompatibilização de cargos público em abril.
Questionado sobre a possibilidade de afastamento, Bosco afirmou que a decisão já está tomada. “Eu vou me afastar da Suframa no período legal de afastamento para ajudar o senador Omar a retomar o governo”, declarou.
Segundo ele, a motivação é política e estratégica. “Precisa fazer muita coisa em favor do nosso povo, e eu vou ajudar o senador”, completou.
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Embora ainda não tenha definido oficialmente qual cargo irá disputar, Bosco confirmou que permanece filiado ao PSD e que a decisão sobre concorrer a deputado estadual ou federal será construída coletivamente.
De acordo com ele, a definição passa pelo diálogo com o senador Omar Aziz (PSD) e com aliados políticos. “Essa discussão passa pelo senador Omar, pelos meus companheiros, pelos meus amigos”, afirmou.
Na avaliação de Bosco Saraiva, o projeto político tem como foco fortalecer a representação do Amazonas. Ele destacou a necessidade de experiência e articulação política em Brasília para enfrentar os desafios do estado.
“Quero lutar para que a gente possa reconquistar, com o senador Omar, a possibilidade de ajudar o nosso povo em várias áreas do nosso estado que estão muito carentes”, disse, ao defender a importância de “poder político forte em Brasília e pulso firme”.
Trajetória da Suframa
Ao comentar sobre sua trajetória à frente da Suframa, Bosco fez um balanço positivo da gestão e afirmou que pretende levar essa experiência para uma eventual atuação no governo estadual. Segundo ele, o trabalho desenvolvido nos últimos três anos gerou aproximação com o setor produtivo. “Nós visitamos cerca de 260 fábricas, das 530 ativas”, ressaltou.
Bosco também afirmou que esse contato direto com a indústria, o comércio e o setor de serviços da Zona Franca criou um vínculo que ele pretende preservar. “Esse sentimento que a gente tem hoje eu pretendo transferir e ajudar dentro do governo do estado do Amazonas”, afirmou, avaliando que o ambiente econômico atual é “alvissareiro”, mas ainda pode avançar.












