Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que o incêndio de grandes proporções que atingiu as empresas Effa Motors e Valfilm da Amazônia, no Distrito Industrial II, zona Leste de Manaus, está sob controle. Na manhã desta quinta-feira, 7/8, teve início o trabalho de rescaldo, que deve durar dois dias.
“Com certeza, este é o maior incêndio que Manaus já enfrentou”, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Muniz. De acordo com ele, o incêndio, embora confinado e controlado, ainda exige esforços da corporação.
Em uma publicação nas redes sociais, o coronel Muniz compartilhou atualizações sobre os esforços do Corpo de Bombeiros. “Trabalho intenso durante toda a noite, resultado: zero focos de incêndio no local. Agora, estamos na fase final do rescaldo”, escreveu.
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O coronel explicou que a equipe do Corpo de Bombeiros continuará no local por mais dois dias para garantir o controle total das fumaças e assegurar a segurança dos moradores da região. “Nosso objetivo é evitar qualquer possibilidade de reignição e garantir a extinção completa do incêndio”, afirmou.
Muniz destacou que o trabalho é realizado por cerca de 200 militares, 26 viaturas e equipamentos especializados que auxiliam no combate ao fogo. “A integração de diversas estruturas do Governo do Estado foi fundamental para que, em menos de 48 horas, conseguíssemos confinar o incêndio completamente”, frisou.
Incêndio no Distrito Industrial II
O incêndio teve início na terça-feira, 5/8, e atingiu duas fábricas no Distrito Industrial II, destruindo galpões e veículos. Trabalhadores da área relataram que o fogo começou por volta do meio-dia, após faíscas de solda atingirem um produto químico inflamável em uma linha de produção, onde estavam armazenados cerca de cem veículos.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, na quarta-feira, 6/8, o subcomandante do Corpo de Bombeiros, Helliton Borges, explicou que os galpões armazenavam grandes quantidades de materiais altamente inflamáveis e tóxicos, como peças plásticas, tiner, combustíveis e componentes automotivos, o que facilitou a propagação das chamas. “A quantidade de material inflamável e tóxico foi nosso maior desafio”, afirmou Borges.






